Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que ocorreram em agosto do ano passado, voltaram aos holofotes do mundo após o jornal francês Le Monde denunciar nesta sexta-feira (3) um suposto caso de corrupção envolvento a escolha da Cidade Maravilhosa como sede dos jogos. De acordo com o jornal, um empresário brasileiro repassou US$ 1,5 milhões a um filho de um integrante do Comitê Olímpico Internacional (COI) três dias antes do anúncio da sede do evento.
O artigo afirma que a denúncia tem como base uma investigação da Justiça da França, que identificou que a transferência foi feita pela Matlock Capital Group, uma holding com base nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal, e que seria ligada ao empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o "Rei Arthur".
O repasse foi destinado à Papa Diack, filho de Lamine Diack, então membro do COI. A suspeita é que quantia tenha influenciado na escolha do Rio de Janeiro como sede dos jogos Olímpicos. Na disputa pelo evento, o Rio de Janeiro estava atrás de Madri durante a primeira rodada, recebendo 26 votos contra 28 da cidade espanhola, mas ultrapassou na última rodada, vencendo por 66 votos à 32.
Tanto Papa quanto Lamine também pertenciam à Federação Internacional de Atletismo, mas foram banidos do esporte após acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em esquemas de doping de atletas russos. Já o empresário Arthur Filho é investigado na "Operação Calicute", realizada pela Polícia Federal brasileira.
Ao jornal francês, a organização dos jogos olímpicos do Rio 2016 afirmou que a eleição foi limpa. Já Papa Diack declarou apenas "boa sorte ao artigo".
(Com informações do UOL)
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