Porto e Benfica fizeram mais um clássico pela quarta rodada do Campeonato Português masculino de handebol. A partida realizaa na quarta-feira (12) teve a vitória do time azul pelo placar de 30 a 27. Mas o que chamou a atenção mesmo foi o canto polêmico entoadado pela torcida do Porto nas arquibancadas.
"Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica", cantava a torcida.
Veja:
O ato foi oficialmente condenado pelo próprio Porto e por seus dirigentes. Francisco Marques, o diretor de comunicação do clube, pediu "bom senso" à torcida.
O FC Porto demarca-se de todos os cânticos ofensivos e apela que o apoio se mantenha dentro dos limites do bom senso
— Francisco J. Marques (@FranciscoMarkes) 12 de abril de 2017O FC Porto demarca-se de todos os cânticos ofensivos e apela que os adeptos se concentrem no apoio às nossas equipas.
— FC Porto (@FCPorto) 12 de abril de 2017
Na conta oficial do Porto no Twitter, o pedido foi de que os torcedores "se concentrem no apoio às nossas equipes".
O FC Porto demarca-se de todos os cânticos ofensivos e apela que os adeptos se concentrem no apoio às nossas equipas.
— FC Porto (@FCPorto) 12 de abril de 2017
SUPER DRAGÕES
Em conversa com o DOL, um líder dos Super Dragões, explicou que “não temos nada contra a equipe da Chapecoense, sentimos muito o que aconteceu, fizemos várias situações de apoio e solidárias as vítimas do acidente”.
De acordo com ele, que preferiu não ser identificado, a situação foi para atingir o Benfica, e a rivalidade entre eles, jamais o Brasil e suas famílias.
A rivalidade entre as duas torcidas dos times português é bem evidente, e por muitas vezes os torcedores do time encarnado já usaram da mesma “desculpa” para ecoar cânticos semelhantes. “Isso é uma rivalidade antiga, que se agravou quando um jornalista pago pelo Benfica desejou a morte do presidente do Porto. E em outra ocasião quando faleceu um torcedor do Porto, houve várias atitudes de manifestação de alegria por esta morte”, explicou.
“Isso foi uma forma de atingir o Benfica e os seus adeptos, mas claro que não desejamos a morte de ninguém. Quando dizemos que temos desejo de morte por é sempre no sentido figurado, porque a vida humana está acima das rivalidades esportivas”, finalizou o torcedor.
ACIDENTE
Em 29 de novembro de 2016, o avião que levava a delegação da Chapecoense para a disputa das finais da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional caiu nos arredores de Medellín (Colômbia). Na ocasião, 71 pessoas morreram, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes, profissionais de imprensa e demais passageiros, entre eles o paraense Lucas Gomes.
(DOL)
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