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Da Rocinha para o basquete 3×3 internacional: brasileiro faz história

Discreto, 33 anos, joga basquete desde os 16. (Foto: Reprodução/ Facebook) Foi na favela da Rocinha, zona Sul do Rio de Janeiro, que Leandro Souza, 33 anos, teve o primeiro contato com o basquete. Na época, aos 16, participou do projeto social “Rumo Certo

Discreto, 33 anos, joga basquete desde os 16. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Foi na favela da Rocinha, zona Sul do Rio de Janeiro, que Leandro Souza, 33 anos, teve o primeiro contato com o basquete. Na época, aos 16, participou do projeto social “Rumo Certo”, que acontecia na região pouco favorecida da capital fluminense. A iniciativa não permaneceu por muito tempo no local, mas foi este o espaço onde Leandro descobriu seu talento no esporte.

Com apoio da mãe, tentou a modalidade nas mais variadas formas. No basquete de rua, praticado de maneira informal e com regras adaptadas, foi bicampeão brasileiro jogando na modalidade 1×1 (um contra um). No esporte conheceu também sua principal categoria hoje, o 3×3.

No estilo, como sugere o nome, cada equipe é composta por três jogadores em quadra. O jogo é disputado em uma área menor (15m x 11m) do que a metade de uma quadra padrão e as regras mudam: o que em um jogo normal é uma bola que vale três pontos, no 3×3 são pontuados dois. Assim como uma bola de dois equivale a um ponto na modalidade. Ganha a equipe que marcar 21 pontos primeiro ou a que estiver com maior número de cestas feitas ao final de 10 minutos. A modalidade só ganhou atenção da Fiba (Federação Internacional de Basquete) em 2007 e desde então novos times ganham caráter profissional.

No Brasil, segundo Discreto, apelido de Leandro, ainda não há nenhuma equipe profissional do estilo. “Todos os times são financiados por pequenas empresas ou pelos próprios jogadores, que arcam com despesas de viagens e inscrições em campeonatos nacionais”, afirma.

Atualmente, o basquete 3×3 é considerado a modalidade número de esportes urbanos de todo mundo, segundo a Fiba. Leandro será o primeiro brasileiro a jogá-lo profissionalmente. Na última quarta-feira, ele definiu contrato com o time japonês Yokohama City e embarca dia 24 para a Ásia.

Pouco familiarizado com a liga do Japão, Leandro ainda não sabe o que esperar do esporte no país oriental. Lá, ele contará com o inglês e o espanhol para se comunicar.

O fã de Oscar Schmidt, além de testar diferentes estilos dentro do basquete, também já jogou por várias equipes — Vasco, Flamengo, Botafogo e Cabo Frio. Atualmente defendendo o São Paulo DC, Discreto tem um currículo internacional extenso, apesar da pouca visibilidade. “Viajei mais de 13 países jogando basquete de rua. Fui o segundo colocado no campeonato mais importante de 1×1 do mundo e mesmo assim, pouca gente sabe e ninguém me ajudou com nada, só meus amigos, familiares e meu próprio trabalho”, contou Leandro.

Para o jogador, a oportunidade de jogar profissionalmente não é uma porta aberta apenas para ele, mas também para as futuras gerações. “Espero que os próximos talentos tenham mais visibilidade e apoio. Essa é minha maior luta: que os caminhos que percorri se mantenham e que muitos jovens possam se beneficiar de todas essas conquistas”.

Fonte: Gazeta Esportiva

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