Em um jogo que pode encaminhar a classificação às oitavas de final da Copa Libertadores, o Palmeiras enfrenta o Peñarol às 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, em Montevidéu. Nos dias que antecederam o duelo, o diretor de futebol Alexandre Mattos procurou transmitir confiança e Eduardo Baptista e Miguel Borja.
“O trabalho do Eduardo vem acontecendo naturalmente. Obviamente, com um deslize contra a Ponte Preta. Mas o contato é de passar tranquilidade e confiança. Ele tem uma relação ótima com os jogadores”, afirmou Mattos à ESPN Brasil, reforçando a autonomia do treinador.
“O Eduardo sabe que tem a liberdade de fazer o que bem entender e os atletas desde o começo entenderam que ele é o comandante. Quando o Palmeiras que nós tanto sonhamos perde um jogo, para muitos é inexplicável. O que temos que fazer é passar tranquilidade e confiança não só para o Eduardo, mas para os atletas também”, disse.
No contexto de intensa pressão enfrentando pelo Palmeiras no começo da temporada, o atacante Miguel Borja, contratado com status de estrela, também já vem sendo questionado. Até o momento, o colombiano contabiliza quatro gols em 11 jogos, todos no Campeonato Paulista.
“Temos que pedir um pouco de entendimento. Ele é o rei da América, cobiçado por várias equipes, unanimidade de imprensa e torcida. Mas precisamos entender que chegou a um país diferente, com uma língua diferente. É um menino muito do bem, que está ainda encontrando seu espaço”, declarou Mattos.
Após uma passagem vitoriosa pelo Atlético Nacional, coroada com o título da Copa Libertadores, Borja ainda está em adaptação no Palmeiras, explica o diretor de futebol. Uma das críticas recebidas pelo atleta no início de sua trajetória pelo time alviverde é a pouca mobilidade e combatividade dentro de campo.
“Na Colômbia, ele tinha uma maneira de atuar diferente. No Brasil, há uma exigência um pouco maior de entendimento do futebol moderno. Com a bola, os 11 jogam. Sem a bola, os 11 defendem. O Borja ainda está passando por esse processo e cada um tem uma adaptação diferente”, justificou.
Substituído contra a Ponte Preta, Borja chutou um copo d’água no caminho para o banco de reservas do Palestra Itália. Ao falar sobre o episódio do último sábado, resolvido com uma conversa entre atleta e treinador, Mattos descartou qualquer tipo de punição, reiterou a confiança no jogador e resumiu: “É o momento de abraçá-lo”.
Fonte: Gazeta Esportiva
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