A Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) elegeu o seu novo presidente nesta sexta-feira. Miguel Cagnoni, da chapa Inovação e Transparência, ganhou o pleito. O mandado será de quatro anos, indo de 2017 até 2020. Com isso, a dinastia de Coaracy Nunes, que presidiu a entidade entre 1988 e 2016, totalizando quase 30 anos, se encerra.
O ex-presidente da Federação Aquática Paulista e sua chapa, que conta com Luiz Fernando Coelho como vice-presidente, receberam um total de 64 votos. Cyro Delgado, da chapa Cara Nova, e Jefferson Borges, da chapa Novos Rumos, receberam, respectivamente, 26 e três votos. Além disso, colégio eleitoral, que era formado por 106 integrantes, teve apenas dez ausências, sendo nove clubes e uma federação, e um voto foi anulado e dois foram brancos.
A eleição é marcada por polêmica, já que a Federação Internacional de Natação (Fina) divulgou uma carta direcionada à CBDA declarando que não reconheceria a eleição desta sexta-feira, alegando que o estatuo da própria confederação não foi respeitado, assim como as regras do órgão máximo da modalidade.
Miguel Cagnoni, 72 anos, tem sua vida ligada aos esportes aquáticos. Desde a adolescência, ele praticou polo aquático e também natação. Formado em direito, ele chegou a ser dirigente do Pinheiros em uma das piores épocas para os esportes aquáticos no clube paulista. Ele também comandou a Federação Aquática Paulista.
Entre as principais bandeiras do novo presidente da CBDA estão: permitir que os atletas consigam se focar apenas na prática do esporte, dando a oportunidade de se ter um planejamento a longo prazo; ter mais ações sociais em conjunto com o governo e integrar mais os esportes aquáticos com as escolas; a criação de superintendências regionais para melhor atender as regiões do Brasil e dar capacitação técnica para treinadores e profissionais do esporte.
Fonte: Gazeta Esportiva
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