Os questionamentos tem sido grandes na turma que está pouco a frente do goleiro Victor. A falha do zagueiro Felipe Santana contra o Atlético-PR, inclusive, mostrou os problemas que o setor defensivo vive, com críticas, apesar de não ser uma das defesas mais vazadas do Campeonato Brasileiro. O ataque, entretanto, também precisa de se explicar. O ataque do Atlético Mineiro vive o pior início de Campeonato Brasileiro desde o início dos pontos corridos, há 13 anos, números anotados até a sétima rodada.
A dupla Fred e Robinho, em conjunto com os demais atletas, fizeram apenas cinco gols na atual edição. O resultado disso é ter um dos clubes que mais investiram no elenco figurando entre os clubes que vão para a série B.
Nos outros anos, as vezes que o Atlético mais chegou próximo dessa marca foi em 2013, com apenas sete gols feitos – vale lembrar que nessa época a equipe estava com as atenções voltadas para a Copa Libertadores, com o título conquistado ao final da competição. Em 2004 e 2014, as campanhas também foram mais baixas, com apenas oito gols anotados.
Em 2009 e 2015, anos que o Galo brigou na parte superior da tabela com chances reais de título, os ataques foram os melhores, com 17 e 16 tentos, respectivamente.
O zagueiro Felipe Santana, ao explicar o lance que entregou o gol que valeu os três pontos ao Atlético-PR, deixou transparecer que os problemas alvinegros não estão apenas no setor defensivo, já que o ataque também não vem regulando.
“Sofro por ter decidido errado, mas não me abalei como na outra vez, contra o Cruzeiro. Naquela oportunidade, eu tinha 20 dias e estava há seis meses parado. Mas agora estou superbem, me entrosando bem com o Leo (Silva) e a prova disso foi nossa demonstração no primeiro tempo, que foi impecável. E foi um erro de decisão, assim como os atacantes optam por chute ou passe. Tentei escorar para trás, para o Thalis, que parou na jogada. Não nos entendemos e o Atlético-PR fez o gol”, ressaltou o defensor.
Vale destacar, entretanto, que poucas vezes – talvez somente em 2013 – o Atlético-MG teve um ataque tão badalado e caro, com Fred e Robinho, atletas de grande expressão no cenário do futebol mundial.
Um dos grandes responsáveis por jogar a “bola na casinha” tenta justificar o momento, pede união do grupo e garante que o trabalho é focado em tirar o Galo da atual situação.
“O que a gente tem que fazer é jogar a bola na rede, voltar a vencer os jogos de qualquer forma para retomar o caminho das vitórias, a confiança, existe desconfiança, a gente está insatisfeito, nós temos um grupo experiente e qualificado, todos querem fazer de forma que não é a correta, o mais importante é que é hora de somar forças”, finalizou.
Histórico de gols até a sétima rodada:
2003 – 14 gols
2004 – 8 gols
2005 – 9 gols
2006 – 14 gols *SérieB
2007 – 11 gols
2008 – 10 gols
2009 – 17 gols
2010 – 10 gols
2011 – 10 gols
2012 – 10 gols
2013 – 7 gols
2014 – 8 gols
2015 – 16 gols
2016 – 10 gols
2017 – 5 gols
Fonte: Gazeta Esportiva
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