O técnico Fábio Carille não faz mudanças drásticas na sua equipe e também no seu jeito de agir após as vitórias do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Dono de dez vitórias e dois empates em 12 partidas disputadas, o treinador manteve o tom calmo para analisar o 2 a 0 sobre a Ponte Preta na noite deste sábado, no estádio de Itaquera, que deixou o time isolado na liderança da competição nacional, agora com 32 pontos.
Questionado diversas vezes sobre como motivar uma equipe que vive um momento tão bom, o comandante rechaçou a necessidade de tecer discursos ao elenco. Para ele, o mais difícil mesmo foi vencer a boa defesa armada pelo técnico Gilson Kleina na Macaca.
“A maior dificuldade foi vencer a Ponte Preta, o grupo está muito motivado, pouco falo de motivação. Só de vestir essa camisa tem que ter muita motivação, eles entendem bem o que é isso. Não tenho essa preocupação, não, eles tem respondido bem nessa questão”, avaliou Carille, vendo correlação entre o triunfo deste sábado e o conquistado no último final de semana, contra o Botafogo.
“Segundo jogo já, né, Botafogo veio com essa ideia também. Continuamos rodando bem a bola, é uma estratégia, a gente sabe que vai usar bem quando jogar fora, e pode sofrer aqui. O que o Kleina fez hoje (sábado) foi colocar o Jadson dele para marcar o Arana, dificultar a saída de bola. Eles jogaram no nosso erro. E quando o adversário vem assim, é ter paciência, ficar com a bola e rodar”, observou.
O estrategista corintiano chamou a atenção também ao deixar em campo o volante Gabriel e o meia Rodriguinho, ambos pendurados, correndo o risco de perder o Derby de quarta-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália. Adotando um estilo de fala mais sério, Carille negou que pudesse poupar os dois visando à disputa do clássico.
“Nenhum momento, não pensei em nenhum momento no jogo do Palmeiras. Vale os mesmo três pontos que a gente disputou e ganhou da Ponte Preta. A partir de agora, começamos a trabalhar para o jogo do Palmeiras. Só vou segurar algum atleta se tiver o risco de perdê-lo em algum momento”, falou, reconhecendo certa dificuldade em parar as investidas de Emerson Sheik.
“Jogador que gosta desse tipo de jogo, jogos de bastante marcação, se motiva de jogar aqui. É um migo que eu respeito muito, aprendi a lidar com ele aqui, com isso a gente teve um ambiente bem amistoso”, relembrou Carille, contente pela efetividade demonstrada na hora de decidir a partida.
“Sempre deixei muito claro que a evolução do ataque requer tempo, entrosamento, conhecendo a cada dia tem tudo para ficar melhor. Na parte defensiva é mais fácil de organizar, agora naturalmente, com o entrosamento, eles se conhecendo cada vez mais. Pedrinho bem, Clayson bem, Marquinhos bem, estamos com um elenco muito bom”, concluiu..
Fonte: Gazeta Esportiva
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