As recentes declarações do ídolo do Barça Xavi Hernández, ao The Tactical Room, apontam para a perda da aura no processo de formação de atletas catalães. Pep Segura, atual diretor geral de futebol do clube, se posicionou a respeito do tema em entrevista concedida ao jornal espanhol Sport.
“Não falei com Xavi, mas não esqueço de uma frase que sempre é dita aqui: quando a equipe principal está funcionando bem, todo o resto também está. Quando cheguei ao Barça me deparei com uma instituição que havia perdido a mão nas categorias de base, assim como a exigência de recuperá-la, e a importância de se ter profissionais formados na casa”, afirmou o dirigente. “Hoje temos seis jogadores juvenis na primeira equipe, mas continuamos sendo criticados”, completou.
Quando questionado a respeito das críticas que recebe por sua gestão, ao ser taxado como alguém que prioriza resultados a curto prazo, Segura se defende: “Historicamente, em determinados momentos ou em períodos difíceis, o Barça sempre teve como costume contratar oito, nove jogadores durante uma janela de transferências. Sempre aconteceu, mas a imprensa não cita”.
Também comentou sobre e necessidade de estabelecer um equilíbrio no elenco, através de uma mescla de jogadores jovens, formados pelo clube, e jogadores experientes, rodados. “Os jogadores jovens, pouco maduros, devem ser protegidos, e para isso servem os jogadores de fora. Essa mescla possibilita o desenvolvimento da geração. Se o jovem não tem suporte, podemos perder o jogador”, destacou.
Porém, o diretor admitiu uma dificuldade em blindar as promessas, assediadas desde cedo por outros grandes clubes. Segundo ele, o Barcelona premia os jogadores que se destacam, tanto na base quanto no time B, mas é difícil competir com o dinheiro oferecido pelos outros. “Não podemos chegar ao nível de outros grandes europeus, financeiramente mais fortes. Não há como segurar o atleta”, afirmou.
Pep Segura concluiu, negando a possibilidade de o clube catalão propor contratos maiores às promessas de suas categorias de base. Se isso acontecesse, jogadores juvenis passariam a ganhar salários maiores que profissionais do time B, algo fora da normalidade. “Entraríamos em um nível de inflação que não sei se o Barcelona poderia suportar”, disse.
Fonte: Gazeta Esportiva
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