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Carille cita Ronaldo para dizer que recepção violenta é motivação

Torcedores do São Paulo danificaram o ônibus que trouxe o Corinthians ao Morumbi (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press) O Corinthians não contou com a sua torcida no clássico contra o São Paulo, por determinação de segurança, mas ganhou uma motivação do púb

Torcedores do São Paulo danificaram o ônibus que trouxe o Corinthians ao Morumbi (foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O Corinthians não contou com a sua torcida no clássico contra o São Paulo, por determinação de segurança, mas ganhou uma motivação do público rival quando chegou ao Morumbi. Para o técnico Fábio Carille, a recepção violenta ao ônibus da sua equipe mexeu com os brios dos atletas visitantes – que jogaram mal no empate por 1 a 1 da manhã deste domingo.

“A nossa chegada aqui sempre é uma guerra. Parece que estamos chegando a um campo de batalha. Mas gosto que isso aconteça. Acorda o meu time”, comentou Carille, irritado. Aglomerados diante do Morumbi, torcedores rivais arremessaram latas de cerveja e pedaços de madeira no ônibus corintiano. Um deles quebrou o para-brisa.

Carille aproveitou o assunto para rememorar um episódio que presenciou quando ainda era auxiliar do Corinthians. “Lembro do Ronaldo, em 2009. Foi a mesma coisa quando chegamos. Aí, ele gritou assim: “P…, mas são burros demais: me acordaram”, narrou.

Nas semifinais do Campeonato Paulista de 2009, Ronaldo não queria dar uma resposta somente aos torcedores do São Paulo. Ele se irritou com uma declaração de Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco, então vice-presidente de futebol e hoje presidente do clube do Morumbi), que havia ironizado a sua forma física. Marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 e chamou o dirigente de “babaca”.

Carille mencionou Ronaldo porque havia sido questionado sobre uma atitude do volante Gabriel. Neste fim de semana, o seu atleta segurou o órgão genital na direção das arquibancadas do Morumbi para comemorar o gol do atacante Clayson, no segundo tempo.

“Não vi isso ainda. Não me passaram nada. Vamos esperar”, esquivou-se o treinador. “Se aconteceu, chamaremos a atenção dele. Mas, p… que o pariu, falar em melhorar o Brasil com isso é demais. Vamos pensar em tudo, então”, desabafou Fábio Carille.

Fonte: Gazeta Esportiva

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