O clima no Paris Saint-Germain não está bom, e já faz tempo, muito antes da discussão pinformou o ública entre Neymar e Cavani pela batida de um pênalti contra o Lyon, como jornal El País.
O repórter Diego Torres relata que a contratação de Neymar simplesmente destruiu o clima nos vestiários da equipe. Tudo começou quando Nasser Al-Khelaifi, presidente do clube, ligou para vários jogadores do elenco dizendo que gostaria de vendê-los após ficar desesperado com a investigação da Uefa em cima do fair play financeiro do clube. O PSG gastou 222 milhões de euros para ter Neymar.
Di Maria, Pastore, Matuidi, Lucas Moura, Draxler, Ben Arfa, Aurier e até Thiago Silva, foram os atletas que receberam a ligação do presidente. O único desses a ser vendido foi Matuidi, que era um dos grandes líderes do elenco. Ele se sentiu ultrajado pela ligação e forçou a saída para a Juventus.
“Sua saída semeou o desânimo. Em maior ou menor medida, todos os integrantes do plantel se sentiram tratados como mercadoria em troca de abrir espaço para Neymar. No vestiário pairava uma pergunta: ‘Quem ele acha que é? Messi?’. À frente dos indignados, estava Edinson Cavani”, relatou o jornal.
“Thiago Silva e Thiago Motta lhe explicaram que ali havia grandes jogadores que ele não poderia ignorar. Cavani exigiu respeito com os veteranos. Neymar os ouviu com ar distraído”, diz o El País.
Para o técnico Unai Emery sobrou a missão de unir mais o grupo, que conversou com Nasser Al-Khelaifi. O presidente então voltou atrás, ligando para todos de novo e dizendo que eram intransferíveis. Mas já era tarde demais.
Quando estourou a crise pelo pênalti, Nasser Al-Khelaifi tentou ‘comprar’ Cavani e ofereceu um bônus de um milhão de euros (3,7 milhões de reais) - que seu contrato estabelece caso ele seja artilheiro do Francês - independentemente da quantidade de gols que marcasse. Com isso, esperava que ele abrisse mão da cobrança de pênaltis para Neymar. Só que Cavani foi irredutível.
Com a negativa, o chefão tentou fazer o caminho inverso e conversar com Neymar, porém, ele também não cedeu. E, ao saber que o uruguaio teria se negado a abrir mão das penalidades, se revoltou e alegou a lesão no pé para não jogar contra o Montpellier – empate por 0 a 0 no sábado, no pior jogo do PSG na temporada.
Ainda segundo o El País, “em uma tentativa de pacificação, Daniel Alves convidou o elenco para jantar em um restaurante chique do distrito XVI de Paris. O jantar, segundo um integrante, foi tão animado quanto um velório”.
(Com informações do MSN)
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