O Santos venceu o Palmeiras por 1 a 0, na noite deste sábado, e se colocou como maior perseguidor do líder Corinthians no Campeonato Brasileiro. Ainda assim, o técnico Levir Culpi prefere não fazer contas pelo título. O comandante santista, porém, traçou uma meta ousada para o time da Baixada: não perder até o fim do torneio.
Com o triunfo, o primeiro no reformado Palestra Itália, o Santos chegou aos 47 pontos, sete atrás do Corinthians, que enfrenta o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão. De quebra, o time de Levir abriu uma vantagem de quatro pontos para o quarto colocado Palmeiras.
“Não gosto de fazer contas. Tenho pavor disso, porque existe matemática, lógica. Mas se deve encarar os três próximos pontos. Acho possível um time como o Santos vencer todos os jogos. Coloquei uma meta aos jogadores, depois do jogo do Barcelona, de terminarmos a competição de forma invicta, porque garantimos a Libertadores do ano que vem e todos saem valorizados. (O título) é possível. Tudo pode acontecer na matemática. Por isso não faço contas”, explicou Levir, em entrevista coletiva, após a partida.
O treinador disse ainda não ter se surpreendido com a vitória, apesar dos desfalques de Lucas Lima, Renato, Gustavo Henrique e Victor Ferraz. Também elogiou a atuação defensiva do Santos e a superação com o gramado encharcado pela chuva que caiu incessantemente desde o início da tarde em São Paulo.
“Eu esperava (a vitória). Nunca deixei de citar a qualidade do elenco do Santos. Há pouco tempo, o meio de campo tinha Thiago Maia, Lucas Lima e Renato. Os três não jogaram hoje. É muito difícil você dar um padrão novamente com três ou quatro desfalques”, avaliou.
“Mas esses caras estão provando o contrário. Temos conseguido bons resultados com atuações convincentes. O time foi firme. Não tinha favorável nada para o Santos aqui, inclusive o gramado. Tivemos méritos, sim. Fiquei muito feliz com a atuação dentro dessas circunstancias”, comemorou.
Por fim, Levir Culpi lembrou das dificuldades encontradas após a eliminação na Copa Libertadores para o Barcelona-QUE e, em tom de desabafo, dedicou a inédita vitória a todos no Santos.
“A derrota na Libertadores magoou muito a gente. Logo depois tínhamos Atlético-PR e o time respondeu bem. Um empenho elogiável e digno de eu ficar orgulhoso de fazer parte desse grupo. Dedico essa vitória aos familiares dos jogadores, aos funcionários do Santos – foi a primeira vitória no Allianz Parque. Gostaria de dividir essa alegria, foi uma vitória muito marcante pelas dificuldades criadas”, encerrou.
Fonte: Gazeta Esportiva
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