Chefe da Fórmula 1 por mais de 40 anos, Bernie Ecclestone foi mais um a tratar dos temas que dizem respeito as mudanças previstas para a categoria a partir da temporada 2021. O ex-executivo fez questão de alertar os novos dirigentes para o impacto que uma possível saída da Ferrari pode causar para a competição e acredita que os rumores podem se tornar realidade, caso não se cumpram as exigências que a escuderia italiana tenta promover.
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Na última semana, Sérgio Marchionne, chefe da Ferrari, foi a mídia para manifestar a opinião contrária aos novos motores e novas regras da Fórmula 1 a partir de 2021, ameaçando deixar a categoria. Em resposta ao dirigente, Ecclestone deu entrevista ao jornal inglês The Independent e não se mostrou surpreso com a possível decisão da escuderia italiana.
“É algo que não me parece surpreendente. Se eles não estiverem conseguindo vencer, vão tentar forçar um novo regulamento. Caso eles não estejam satisfeitos e acharem que vão sofrer, ameaçam sair e agora podem realmente fazer isso”, disse Ecclestone.
Além da polêmica envolvendo os motores mais baratos e mais barulhentos, o teto de gastos é algo muito discutido para a categoria. Questionado sobre o tema, o ex-chefe da Fórmula 1 disse que esse pode ser um dos motivos para a Ferrari sair. “Eles não querem teto para corte de gastos ou algo do tipo. Lá se dão ao luxo de gastarem quanto tiverem e não se incomodam com isso. É a política que permeia por lá e assim que as coisas funcionam”, apontou.
“Se as pessoas e as equipes não puderem ou não quiserem gasta, que deixem a categoria. Se houvessem apenas três ou quatro equipes liderando a Fórmula 1 seria uma decisão plausível a de cortar os custos, mas até que isso não aconteça, nada será feito. As equipes que não puderem bancar nem deveriam se inscrever”, completou o antigo dirigente, perguntado sobre o tema do corte de gastos.
Ecclestone sempre foi o rosto da Fórmula 1 nos bastidores e algumas semanas atrás teve uma declaração muito repercutida, quando disse “fazer o possível para que a Ferrari ganhasse campeonatos”. Na mesma entrevista, o ex-dirigente apontou que “A F1 não é a mesma sem a Ferrari, pois uma faz parte da outra”, disse o ex-chefe.
Fonte: Gazeta Esportiva
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