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Reinaldo Bastos nega interferência em final; Palmeiras questiona FPF

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), declarou que investigação realizada a pedido da federação apontou que não houve interferência externa na segunda final do Campeonato Paulista, em entrevista ao Estadão. Ele ainda

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), declarou que investigação realizada a pedido da federação apontou que não houve interferência externa na segunda final do Campeonato Paulista, em entrevista ao Estadão. Ele ainda afirmou que “a justiça foi feita” e que o torneio realmente estaria manchado caso ele tivesse sido decidido por um “pênalti inexistente”.

“Solicitamos uma sindicância interna feita pela delegada Margarete Barreto (que é corregedora da FPF) e ela levantou com as operadoras, minuto a minuto, os telefonemas e mensagens de WhatsApp de todos que estavam envolvidos na comissão de arbitragem e dos árbitros. Ela fez um trabalho rigoroso e não foi detectada nenhuma interferência”, afirmou Reinaldo Carneiro Bastos. Os celulares analisados foram os pertencentes à FPF.

O presidente da federação também admitiu que houve um “erro de procedimento” por parte da arbitragem, que demorou 7min50s entre a marcação do pênalti e a reversão da decisão. Ele ainda rebateu Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras que chamou o campeonato de “Paulistinha”, ao afirmar: “Não foi um Paulistinha. Foi um Paulistão. O Palmeiras foi líder de arrecadação e público. Ninguém luta tanto por um Paulistinha”.

Além disso, Reinaldo Carneiro de Bastos declarou que a relação entre o Verdão e a FPF irá se resolver e disse sentir falta dos executivos e diretores do clube palestrino, que, segundo ele, eram atuantes na entidade. Ele ainda afirmou que não teme que o Alviverde não participe do Paulistão de 2019. Por fim, ele explicou que Márcio Verri Brandão estava utilizando o celular durante a partida para conversar com a Força Aérea Brasileira (FAB) para retirar um helicóptero que sobrevoava o Allianz Parque a pedido dos seguranças.

Depois da entrevista feita pelo presidente, o diretor jurídico do Palmeiras, Alexandre Zanotta, se manisfestou e questionou a Federação Paulista. “Fica claro que a federação tem mais a explicar do que imaginávamos. Cada vez que se manifestam, se enrolam mais. Nós queremos saber por que eles declararam logo após a partida que não houve interferência externa, mas mesmo assim iniciaram uma investigação interna sigilosa para tentar apurar”.

O diretor questionou o fato do inquérito que investigava o caso ter sido arquivado sem análise e que nenhuma das provas de celulares foram apresentada a esse inquérito. Ele também contestou: “como podem afirmar que a análise unilateral de um único celular indica que não houve interferência externa?” e se mostrou insatisfeito com a falta de explicações sobre a demora para mudar a decisão e todo o procedimento feito pela arbitragem. “Estão tentando mais uma vez simplificar e conduzir de forma ilegal, apenas para engavetar o caso o quanto antes”.

Fonte: Gazeta Esportiva

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