Nesta segunda-feira, a Seleção Brasileira de basquete voltou a treinar em preparação para as Eliminatórias Americanas para a Copa do Mundo FIBA 2019. Na Arena Concórdia, em Campinas (SP), o grande destaque do dia foi o retorno de Marcelinho Huertas, que não atuava pelo país desde 2016, após a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Aos 35 anos de idade, o armador se mostrou bastante motivado em voltar a vestir o verde e amarelo.
“Já estava com saudade de vestir esta camisa. A Seleção sempre me trouxe muita alegria e um prazer enorme. Infelizmente, com esse formato novo de classificação para a Copa do Mundo, as janelas aconteceram durante a temporada, o que impede os times de liberarem seus jogadores, por isso não pude vir nas janelas anteriores”, lamentou o jogador, atual vice-campeão da Liga ACB com o Baskonia, da Espanha, em entrevista ao site oficial da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).
Olha quem chegou! Nosso grande armador @Huertas09 se apresentou ontem à noite à Seleção Brasileira em Campinas (SP). O armador bateu um papo com o técnico Petrovic e já participou das atividades desta manhã junto com o restante do grupo. Seja bem-vindo Huertas! 🇧🇷🏀 pic.twitter.com/55xWsjlaBp
— Basquete Brasil (@basquetebrasil) 25 de junho de 2018
Mesmo sendo “prejudicado” pelo novo formato da fase classificatória ao Mundial, Huertas afirma que as mudanças, de maneira geral, são positivas.
“Te dá a chance de jogar mais no seu país e ficar mais próximo do seu público. Isso acaba promovendo um pouco mais o esporte, além de permitir aos jogadores um descanso a mais durante as férias dos clubes. Antigamente, vínhamos disputar uma Copa América e ficávamos concentrados de 30 a 40 dias, mais os 20 dias de competição. Nos dois meses de férias, passávamos praticamente mais de um mês e meio com a Seleção, o que acabava sendo desgastante. Vira uma bola de neve e o jogador não tem o período de recuperação, que o corpo precisa. Essa mudança favorece tanto o jogador quanto o torcedor. É preciso acertar a questão dos clubes”, apontou.
O armador se apresentou ao técnico Aleksandar Petrovic no domingo à noite e fez seu primeiro treino com o grupo nesta segunda-feira. Quando atuou pela última vez com a Seleção, o treinador ainda era o argentino Rúben Magnano. Mesmo nunca tendo trabalhado com o croata, o jogador foi só elogios ao novo comandante, com quem revelou já ter conversado em outras ocasiões.
“Eu conheço o Petrovic de longa data, tive a oportunidade de conversar com ele algumas vezes e o encontrei também nas Olimpíadas, quando batemos um papo após os Jogos. Tinha ouvido do pessoal que é um cara nota 10. Hoje deu para ver que é um técnico exigente, mas que tem um perfil que todos gostam. É um cara fácil de lidar, brincalhão, leve e isso faz com que os jogadores não se sintam pressionados ou que os treinamentos se tornem chatos apesar de existir a cobrança. Pode ser até que ele pegue no pé, mas no fim das contas sabemos que podemos oferecer um rendimento melhor trabalhando num ambiente feliz e relaxado”, disse.
Em seu retorno, Marcelinho se deparou com um plantel totalmente diferente do qual fez parte anos atrás. Junto com Varejão, é o único remanescente da geração que defendeu o Brasil nos últimos três Mundiais e dois Jogos Olímpicos. Diante deste fato, o atleta comentou a respeito do processo de renovação e reciclagem do basquete brasileiro, que agora aposta em um time mais jovem para representar o país.
” É um processo natural, os anos vão passando, os jogadores vão ficando pelo caminho e acaba mudando a geração que foi a base da Seleção durante 10 anos ou até mais”, reconheceu. “É uma geração nova que vem com fome, com menos experiência internacional, obviamente, já que a maioria joga no Brasil, com exceção do Benite, que joga no exterior e está há alguns anos na Seleção. Sempre é bom ter uma mistura da experiência, de jogadores com bagagem, com uma juventude que chega com fome de bola. Temos uma Seleção de jovens talentos e com uma projeção muito boa”, completou.
Por fim, Huertas projetou um confronto difícil contra a Venezuela, na próxima sexta-feira, 29 de junho, em Caracas, pelo primeiro compromisso desta rodada das Eliminatórias. A Seleção Brasileira ainda enfrentará a Colômbia posteriormente, dia 2 de julho, em Medellín. Ainda nesta segunda-feira, Petrovic anunciou o corte do também armador Rafael Luz, que, por falta de ritmo, não integrará o grupo que viajará para as partidas.
Fonte: Gazeta Esportiva
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