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Após quase dois anos, Huertas volta à Seleção: “Estava com saudade”

Nesta segunda-feira, a Seleção Brasileira de basquete voltou a treinar em preparação para as Eliminatórias Americanas para a Copa do Mundo FIBA 2019. Na Arena Concórdia, em Campinas (SP), o grande destaque do dia foi o retorno de Marcelinho Huertas, que n

Nesta segunda-feira, a Seleção Brasileira de basquete voltou a treinar em preparação para as Eliminatórias Americanas para a Copa do Mundo FIBA 2019. Na Arena Concórdia, em Campinas (SP), o grande destaque do dia foi o retorno de Marcelinho Huertas, que não atuava pelo país desde 2016, após a disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Aos 35 anos de idade, o armador se mostrou bastante motivado em voltar a vestir o verde e amarelo.

“Já estava com saudade de vestir esta camisa. A Seleção sempre me trouxe muita alegria e um prazer enorme. Infelizmente, com esse formato novo de classificação para a Copa do Mundo, as janelas aconteceram durante a temporada, o que impede os times de liberarem seus jogadores, por isso não pude vir nas janelas anteriores”, lamentou o jogador, atual vice-campeão da Liga ACB com o Baskonia, da Espanha, em entrevista ao site oficial da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

Mesmo sendo “prejudicado” pelo novo formato da fase classificatória ao Mundial, Huertas afirma que as mudanças, de maneira geral, são positivas.

“Te dá a chance de jogar mais no seu país e ficar mais próximo do seu público. Isso acaba promovendo um pouco mais o esporte, além de permitir aos jogadores um descanso a mais durante as férias dos clubes. Antigamente, vínhamos disputar uma Copa América e ficávamos concentrados de 30 a 40 dias, mais os 20 dias de competição. Nos dois meses de férias, passávamos praticamente mais de um mês e meio com a Seleção, o que acabava sendo desgastante. Vira uma bola de neve e o jogador não tem o período de recuperação, que o corpo precisa. Essa mudança favorece tanto o jogador quanto o torcedor. É preciso acertar a questão dos clubes”, apontou.

O armador se apresentou ao técnico Aleksandar Petrovic no domingo à noite e fez seu primeiro treino com o grupo nesta segunda-feira. Quando atuou pela última vez com a Seleção, o treinador ainda era o argentino Rúben Magnano. Mesmo nunca tendo trabalhado com o croata, o jogador foi só elogios ao novo comandante, com quem revelou já ter conversado em outras ocasiões.

“Eu conheço o Petrovic de longa data, tive a oportunidade de conversar com ele algumas vezes e o encontrei também nas Olimpíadas, quando batemos um papo após os Jogos. Tinha ouvido do pessoal que é um cara nota 10. Hoje deu para ver que é um técnico exigente, mas que tem um perfil que todos gostam. É um cara fácil de lidar, brincalhão, leve e isso faz com que os jogadores não se sintam pressionados ou que os treinamentos se tornem chatos apesar de existir a cobrança. Pode ser até que ele pegue no pé, mas no fim das contas sabemos que podemos oferecer um rendimento melhor trabalhando num ambiente feliz e relaxado”, disse.

Em seu retorno, Marcelinho se deparou com um plantel totalmente diferente do qual fez parte anos atrás. Junto com Varejão, é o único remanescente da geração que defendeu o Brasil nos últimos três Mundiais e dois Jogos Olímpicos. Diante deste fato, o atleta comentou a respeito do processo de renovação e reciclagem do basquete brasileiro, que agora aposta em um time mais jovem para representar o país.

” É um processo natural, os anos vão passando, os jogadores vão ficando pelo caminho e acaba mudando a geração que foi a base da Seleção durante 10 anos ou até mais”, reconheceu. “É uma geração nova que vem com fome, com menos experiência internacional, obviamente, já que a maioria joga no Brasil, com exceção do Benite, que joga no exterior e está há alguns anos na Seleção. Sempre é bom ter uma mistura da experiência, de jogadores com bagagem, com uma juventude que chega com fome de bola. Temos uma Seleção de jovens talentos e com uma projeção muito boa”, completou.

Por fim, Huertas projetou um confronto difícil contra a Venezuela, na próxima sexta-feira, 29 de junho, em Caracas, pelo primeiro compromisso desta rodada das Eliminatórias. A Seleção Brasileira ainda enfrentará a Colômbia posteriormente, dia 2 de julho, em Medellín. Ainda nesta segunda-feira, Petrovic anunciou o corte do também armador Rafael Luz, que, por falta de ritmo, não integrará o grupo que viajará para as partidas.

Fonte: Gazeta Esportiva

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