O presidente Andrés Sanchez não mostrou muita vontade em comprar o discurso de que o Brasil precisa se unir para parar de ser prejudicado em competições da Conmebol. Usada bastante pelo Santos após a eliminação frente ao Independiente, na terça-feira, com eco nas declarações corintianas reclamando da arbitragem frente ao Colo-Colo, a fala que prega uma maior representatividade nacional na maior entidade do continente foi vista como passado pelo mandatário.
“Eu não vou falar, porque eu falei há 7 ou 8 anos o que devíamos fazer com a Conmebol e fui criticado. Melhor não falar nada, cada um que corra atrás do seu prejuízo”, disse o dirigente corintiano, relembrando uma aspa de junho de 2011, quando disse que, se fosse presidente no ano seguinte (seu mandato já teria terminado), a equipe não disputaria o torneio.
‘Se eu continuasse presidente, o Corinthians não iria disputar a Libertadores no ano que vem. Do jeito que estão essas cotas não dá para ficar não. O Corinthians paga para jogar”, comentou à época Andrés, com um enfoque claro na parte financeira, sem avaliar os equívocos de arbitragem ou tratamento parcial aos adversários.
“Eu estou tentando unir faz 10 anos. A gente não consegue unir pelo Brasileiro, Paulista, imagina na Conmebol. Tem que tocar para frente. Os jogadores estão revoltados, foi um grande jogo, mas infelizmente perdemos. O cara fala espanhol, vem aqui e os caras querem agarrar pelo pescoço, pelo braço. Jogar na Conmebol não é fácil”, afirmou, defendendo seu ponto como destoante em relação aos outros brasileiros.
“Que representatividade tem a CBF na Conmebol? Nós sabemos que não tem nenhuma, ou alguém foi lá defender o Santos, independente de estar errado ou não? Eu fui o único que votou contra (o atual presidente, Coronel Nunes), aí depois me criticam. Acabou Clube dos 13 e me criticam porque acabei com o Clube dos 13”, concluiu.
Fonte: Gazeta Esportiva
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