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Loss repete caminho de Oswaldo e Carille, negado por Bittencourt

Loss assumiu o comando do Corinthians após a saída de Carille (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press) O técnico Osmar Loss foi convidado pela diretoria do Corinthians a seguir no Corinthians como auxiliar na comissão do próximo treinador e, caso aceite a pro

O técnico Osmar Loss foi convidado pela diretoria do Corinthians a seguir no Corinthians como auxiliar na comissão do próximo treinador e, caso aceite a proposta, pode repetir um caminho feito por nomes de sucesso no clube, como Oswaldo de Oliveira e Fábio Carille. À espera da sinalização positiva do agora ex-comandante alvinegro, que não resistiu à derrota por 2 a 1 para o Ceará, a Gazeta Esportiva lembra dos nomes que passaram por uma situação parecida na história recente do clube.

O primeiro foi justamente Oswaldo, auxiliar de Wanderley Luxemburgo no título do Campeonato Brasileiro de 1998. Com a ida do treinador definitivamente à Seleção Brasileira, Oswaldo teve sua primeira impressão no torneio Rio-São Paulo de 1999, mas não causou boa impressão: sofreu uma goleada por 6 a 1 para o Botafogo na estreia e perdeu para o Flamengo por 3 a 0 no Pacaembu, em jogo que ficou famoso pelo drible elástico de Romário sobre Amaral.

Na iminência de disputar a Libertadores da América, a diretoria contratou Evaristo de Macedo e manteve ele no comando até a eliminação para o Juventude, em casa, na Copa do Brasil. Foi aí que Oswaldo retomou a condição de técnico principal e reiniciou uma saga que lhe rendeu um título Paulista, um Brasileiro e um Mundial, saindo apenas no final após a eliminação na semifinal da Libertadores de 2000, contra o Palmeiras.

Outro nome que viveu essa experiência surgiu cinco anos depois. Márcio Bittencourt, volante da equipe campeã brasileira em 1990, herdou o cargo de Daniel Passarela após a vexatória goleada sofrida por 5 a 1 frente ao São Paulo, no começo do Brasileiro, no Pacaembu. Já fora da Copa do Brasil, o Timão viu o técnico novato liderar a equipe à liderança ao final do primeiro turno, quatro pontos acima do Fluminense, segundo colocado.

Porém, desgastado por ser visto como uma figura pouco conhecida para contar os egos de Mascherano, Roger, Tevez e companhia, não resistiu a um empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, que motivou a contratação de Antônio Lopes. Mantido no cargo para comandar a equipe em uma vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, no Rio, ele recusou o convite para seguir no cargo, feito pela diretoria e endossado pelo novo comandante. “Eu seria uma pedra no sapato do Lopes”, justificou à época.

O mais recente a sentir o gosto de ser “rebaixado” no Alvinegro foi justamente Fábio Carille. A questão, que foi até lembrada pelo diretor de futebol do clube, Duílio Monteiro Alves, se deu em 2016, após a saída de Cristóvão Borges do comando da equipe. “A gente pretende que o Osmar fique com a gente, como auxiliar. Já fizemos isso com o Carille, que foi e voltou algumas vezes. Infelizmente agora é hora de mudar”, disse o dirigente.

Amigo de sucesso

A vez mais marcante, e primeira com o presidente afirmando que Carille seria o treinador, se deu depois do revés por 2 a 0 para o Palmeiras, futuro campeão brasileiro daquele ano. Escolhido para guiar um time que já não almejava título, mas tinha chances na Copa do Brasil (estava nas oitavas de final, precisando de uma vitória contra o Fluminense, três dias depois, para avançar), Carille ficou no cargo por menos de um mês.

Mesmo passando de fase no mata-mata e derrotando o Cruzeiro em casa, na primeira partida das quartas de final, viu o presidente Roberto de Andrade seguir um antigo desejo pessoal e contratar Oswaldo de Oliveira antes da volta das quartas. O resultado foi eliminação e um melancólico fim de Brasileiro, sem vaga na Libertadores, chave para que o próprio Carille voltasse e mostrasse tudo que é capaz no ano passado.

Fonte: Gazeta Esportiva

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