O Corinthians chega para o Campeonato Brasileiro com um cenário semelhante ao dos últimos anos: campeão do Campeonato Paulista pela terceira vez consecutiva, classificado nas competições paralelas e em uma crescente futebolística, exemplificada na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, na última quarta-feira, fechando com 100% de metas cumpridas a parte inicial da sua temporada.
O título do Estadual, por sinal, veio para comprovar a força institucional estabelecida pelo Alvinegro nos últimos anos. Mesmo sem demonstrar um grande futebol e precisando dos pênaltis para passar pela Ferroviária e pelo Santos, o clube soube ser forte e superar as dificuldades quando foi colocado contra a parede.
Um exemplo disso é o fato de o time voltar a mostrar força no mata-mata e nos clássicos. Depois de passar todo o segundo semestre de 2018 sem superar Palmeiras, Santos e São Paulo, a equipe, em sete duelos contra os principais rivais, foi derrotado apenas uma vez, pelo Santos, na volta da semifinal, vencendo quatro e empatando outras duas ocasiões.
Além do Paulista, o Timão conseguiu uma improvável classificação nos pênaltis contra o Racing, então líder e agora campeão do Argentino. Junta-se a isso a passagem na Copa do Brasil até as oitavas de final, incluindo mata-matas contra Ceará e Chapecoense, dois times de Série A, e o resultado é um time cheio de confiança para buscar o terceiro título brasileiro em cinco anos.
O fator Carille
O técnico corintiano retornou depois de sete meses na Arábia Saudita e já mostrou porque teve tanto destaque no seu primeiro trabalho como treinador da equipe profissional. Com o título paulista, conquistado mesmo sem um grande futebol em avaliação do próprio treinador, ele ganhou simplesmente todos os Estaduais que disputou na carreira.
Forte no mata-mata, com 20 classificações em 22 disputas, ele tenta mostrar que não esqueceu a fórmula do sucesso para assegurar a conquista do Brasileiro em 2017, quando disparou no primeiro turno e não foi mais alcançado até o fim do torneio.
A fortaleza Cássio
O retorno de Carille foi importante, mas nem um outro jogador teve a relevância de Cássio para o Corinthians neste começo de ano – e na década, a bem da verdade. Foi o goleiro o responsável por defesas durante o tempo normal e as disputas de pênalti fundamentais na boa performance da equipe em termos de resultado no primeiro semestre.
Campeão das edições 2015 e 2017 do Nacional, Cássio entra em campo consolidado como um grande ídolo na história do clube e querendo mais. Em ano de Copa América, quer uma vaga na Seleção e busca empilhar mais e mais taças na trajetória pelo Timão.
Fonte: Gazeta Esportiva
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