Em longa entrevista, no fim da tarde desta segunda-feira, a diretoria do Cruzeiro esteve na Toca da Raposa II para explicar as denuncias feitas em matéria exibida no programa Fantástico, da TV Globo, veiculado na noite desse domingo. O vice-presidente da agremiação Itair Machado, citado por diversas vezes, reafirmou a honestidade da diretoria e acredita em perseguição.
“Aqui no Cruzeiro não tem desonesto. Estamos sendo perseguidos (…) O processo da polícia civil já existia e não chama processo, chama procedimento, dura meses, começou por denúncia anônima, foi fogo amigo, concluído e arquivado. Agora, com essas matérias, o procedimento foi reaberto. Mas o Cruzeiro confia na Polícia Civil. O Cruzeiro está tranquilo quanto a isso”, destacou.
Alguns pontos chamaram atenção na denuncia. Um deles foi à cessão de direitos de um garoto de 11 anos. Para quitar uma dívida de R$ 2 milhões, a diretoria repassou direitos econômicos de 10 atletas, três deles do profissional utilizados constantemente pelo técnico Mano Menezes e o pequeno Estevão Willian, conhecido como “Messinho”, pratica proibida pela Fifa. Segundo o Cruzeiro, o passe do jovem – que nem pertence ao clube já que não há contrato assinado, pois a lei permite assinatura de vínculo somente após os 16 anos – foi dado como garantia.
“O Cruzeiro jamais venderia e nem empresário é burro de comprar menino de 12 anos. Ele entrou em cesta de garantia para empréstimo. Fez empréstimo por necessidade. O Cruzeiro não diminuiu o patrimônio, não vendeu, e não houve desonestidade”, disse Itair.
Vale ressaltar que na matéria do Fantástico, o documento apresentado é citado como “termo de quitação de empréstimo”.
Cristiano Richard
Um dos pontos comentados durante a coletiva na Toca da Raposa II foi o nome do empresário Cristiano Richard dos Santos Machado. Ele foi o responsável por emprestar os R$ 2 milhões ao clube mineiro. O pagamento, conforme trato feito, seria de duas parcelas, no entanto, a diretoria celeste alegou não ter condições de quitar o pagamento.
Com isso, o Cruzeiro aceitou pagar a dívida repassando direitos de jogadores, 10 no total, três deles do profissional. A Raposa explicou que foi dado como garantia de pagamento, ou seja, quando os atletas fossem vendidos à diretoria arcaria com o pagamento da porcentagem estabelecida no documento. Todavia, a prática é proibida pela Fifa desde 2015.
Sobre isso, Itair disse que o Cruzeiro pagou duas parcelas de R$ 400 mil, mas depois não teve condições de arcar com os vencimentos e renegociou.
“O principal é o seguinte: o que está nas redes sociais é que o Cruzeiro vendeu um monte de jogador por R$ 2 milhões. Não é verdade. O Cruzeiro fez um contrato de mútuo (empréstimo). O Cruzeiro pagou duas parcelas. Temos aqui os depósitos para comprovar. Depósito não tem como falsificar. Depositamos. A primeira parcela foi paga em 2018. A segunda em 2019. O importante é mostrar pra você, torcedor: o Cruzeiro não vendeu os jogadores. O Cruzeiro, agora, deve 1,4 milhões (ele explica que os atletas foram colocados como garantia para pagamento). Diante disso tudo, o Cruzeiro resolveu chamar o empresário. Fez um novo contrato com o empresário e repactuou em 8 parcelas de 190 e poucos mil reais. Já está assinado”, concluiu.
Fonte: Gazeta Esportiva
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