O Cruzeiro está confiante que a polêmica envolvendo uma operação com o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado não terá consequências negativas para o clube. Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, o presidente Wagner Pires de Sá foi enfático: “Não haverá penalidade”, disse.
A matéria exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, mostrou que o Cruzeiro repassou ao agente, que não é legalizado junto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os direitos de alguns atletas como garantia de um empréstimo de R$ 2 milhões. Entre os selecionados, o caso que chamou mais atenção é do garoto Estevão, de 11 anos. O clube repassou 20% dos direitos do jovem, prática irregular de acordo com a Lei Pelé, que prevê o primeiro contrato profissional a partir dos 16 anos, e também vai contra o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Toda a operação serviu para que, no balanço do clube, o débito não aparecesse como mais uma dívida. “Nós jamais venderíamos uma criança e o empresário também não seria burro de comprá-lo. Foi uma cesta de garantia, feita por necessidade. O que está valendo hoje é o contrato, que vamos quitar em oito parcelas de R$ 195 mil”, explicou o vice de futebol Itair Machado – o time mineiro alega que a prática é feita por outras equipes.
Em nota oficial, o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado confirmou que as cláusulas do contrato de empréstimo foram feitos por garantia para o recebimento da dívida.
Fonte: Gazeta Esportiva
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