Sem mais delongas, o placar elástico arrasador de 6 a 2 para o Paysandu sobre o Águia resume um futebol rápido, dinâmico e eficiente, há muito procurado pelo técnico Lecheva, agora coroado com a maior goleada do Campeonato Paraense, até aqui, para o delírio da Fiel.
Sabe aquele dia onde tudo dá certo? Pois bem, assim entrou o Papão em campo, para o lamento do Águia, que sucumbiu diante de um time entrosado e superior tecnicamente. O domínio foi quase que literal. Desde o começo, os bicolores impuseram quem seria o dono do jogo e já ensaiavam, ora com Pikachu beijando a trave numa falta, ou com Diego Bispo embaixo do gol.
O massacre começou aos 26 minutos. Yago Pikachu arrancou pela esquerda e cruzou para Rafael Oliveira abrir a contagem. O Águia até teve chance, com Leleu, de cabeça, sem resultado. Logo na sequência, aos 34, um lançamento primoroso de Eduardo Ramos encontra Thiago Costa, na grande área, que engana a zaga e deixa para Rafael Oliveira tocar entre as pernas do goleiro Leandro. 2 a 0.
Em doze minutos, foram nada menos que quatro gols. Aos 36, Oliveira avançou pela direita, e, preferindo servir o companheiro de área, cruzou nos pés de João Neto e este anotou 3 a 0. O Azulão, contudo, mostrou competência e diminuiu em seguida, num belo chute a queima roupa do meia William Santos. Na volta do segundo tempo, o Papão continuou o seu domínio e aos 3 minutos ampliou o massacre com Yago Pikachu, de pênalti.
O gol do lateral foi o único não marcado pelo ataque, os demais, foram divididos entre a dupla Rafael Oliveira e João Neto, que marcou o quinto da partida aos sete minutos, numa oportunista cabeceada no ângulo de Leandro. O arqueiro marabaense ainda viu a mesma cena se desenhar no sexto gol de Rafael Oliveira, só que de peixinho, e por fim o companheiro Robert descontar para os visitantes, aos 29 da segunda etapa. Um baile!
Experiências começam a dar resultados
A dedução de que tudo havia dado certo para o Paysandu não se refere só ao placar elástico, mas sim devido à evolução do conjunto como um todo. Para início de temporada, o técnico Lecheva vem conquistando um resultado muito satisfatório, ao mesmo tempo em que aglutina jogadores novos e experientes, cada um com suas respectivas atribuições, que, ao darem certo, concretizaram um belo espetáculo.
“Houve uma evolução física fundamental para o jogo de hoje. O campo, como havia citado, estava bem diferente. Com o rendimento maior, as jogadas são aproveitadas da melhor maneira. Na parte defensiva a mesma coisa, se você tem mais força tende a dar menos espaço. Isso tudo contribuiu, mas também não posso negar que o Águia foi um dos últimos times a iniciar a preparação”, enumera o técnico, que apostou no meio campo experiente de Alex Gaibu e o novato Eduardo Ramos, com o retorno desejado.
“O Eduardo Ramos não tinha iniciado uma partida porque não tinha condições físicas, por isso vinha optando pelo Djalma. São características diferentes, o Djalma é mais explosão, já o Eduardo é cadenciado, se posiciona melhor e corre menos. Eu precisava analisá-lo e percebi que ele encaixou bem na equipe, deu uma nova movimentação”, explica o técnico.
(Diário do Pará)
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