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PARAZÃO

Atacantes bicolores tiveram manhã de domingo feliz

Ainda no gancho da vitória esmagadora do Paysandu, um detalhe chama atenção: dos seis gols, cinco foram marcados exclusivamente pelos atacantes Rafael Oliveira e João Neto. Há muito tempo algo semelhante não ocorria na Curuzu. Já o “intruso” a compl

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Ainda no gancho da vitória esmagadora do Paysandu, um detalhe chama atenção: dos seis gols, cinco foram marcados exclusivamente pelos atacantes Rafael Oliveira e João Neto. Há muito tempo algo semelhante não ocorria na Curuzu. Já o “intruso” a completar a lista, o Lateral Yago Pikachu, dispensa qualquer tipo de apresentação e provou isso no ano passado, quando deixou 12 gols assinalados com a camisa alviazul.

Para a dupla, a grande justificativa que explica o sucesso, nada mais é do que o entrosamento. “O Rafael é um ótimo jogador, que segura bem a bola, é referência dentro da área. Então, trabalhar com ele é muito bom devido às nossas possibilidades de tabela dentro e fora da área. É individualista quando necessário, mas abre o jogo e o bom é que está casando a dupla. Temos feito várias jogadas e os gols estão saindo”, elogia João Neto.

O companheiro, por sua vez, vem se recuperando de uma fase irregular, problemas com lesões e a própria identificação com a torcida andava em cheque, fato que Rafael não quer mais repetir. “Ano passado eu não tive muito espaço. Acabei com uma lesão séria na coxa direita, e esse ano comecei do zero. E volto a falar: não sou um jogador de muita velocidade, é mais força. Eu estou acostumado a jogar assim, mas eu venho me adaptando à grande área para aproveitar qualquer vinda de bola”, reitera.

Dois atacantes, cada um com quatro gols e a artilharia da competição, sendo dois deles, no jogo de ontem, de características diferentes do costume desses veteranos da grande área. “Tenho um bom impulso e realmente acabo surpreendendo a zaga com gol de cabeça. Sempre que tiver oportunidade eu vou estar lá”, comenta o baixinho João Neto, de 1,67m.

Os craques ‘made in Paraguai’

O Águia de Marabá veio a Belém com na melhor das intenções, justamente se redimir na competição, depois de dois empates de zero e a premissa de um turno desastroso. O problema foi encontrar pelo caminho o Paysandu, jogando em casa como franco favorito, além do embalo pós-vitória sobre o Paragominas.

Pois é, sem o goleiro Adriano, o Águia resistiu até onde pôde, mas acabou se deixando envolver na partida. No primeiro tempo abusou do erro de passes, mas conseguiu anotar um gol aos 37 da etapa inicial e aos 29 da segunda etapa. Os seis tentos sofridos dificilmente serão esquecidos pelo técnico João Galvão, que fez duras críticas a alguns jogadores que ele chamou ironicamente de craques. “Agora se me mostrarem um jogador mais ou menos eu contrato. Empresário só me oferece craques, mas que estão desempregados. Se eles fossem craques não estariam pedindo emprego”, disparou. (L.G.R.)

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Dos seis gols do Paysandu, cinco foram marcados pela dupla de atacantes João Neto e Rafael Oliveira

(Diário do Pará)

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