O clássico do próximo sábado é importante para o Clube do Remo não só pela liderança no Campeonato. Mas, o encontro dos principais times do Estado pode marcar a quebra de um tabu para os azulinos que já se aproxima dos dez anos: há nove anos, o Leão não consegue vencer quatro jogos seguidos no Estadual. A equipe do Bola pesquisou e constatou que a última vez que isso aconteceu foi em 2004. Naquele ano, o Remo venceu mais que quatro jogos seguidos e foi campeão com 100% de aproveitamento.
Para a maioria dos atletas azulinos, passageiros de primeira viagem do futebol paraense, o tabu soa com aquele velho sentimento de indiferença. “A gente não pensa em quebrar números. A gente pensa em alcançar o nosso objetivo que é se classificar nas primeiras colocações, para poder decidir a semifinal e final em casa. E faz parte passar pelo clássico, assim como pelos outros jogos. O que vale é os três pontos em qualquer jogo, independente de tabu”, afirma o goleiro Fabiano.
Em 2010, o Remo chegou próximo de quebrar a marca. Assim como esse ano, venceu os três primeiros jogos, mas empatou em 1 a 1, justamente contra o maior rival na quarta rodada. Para o meia Thiago Galhardo, contudo, o tabu não assusta, mas sim desperta um sentimento de desafio. Ele lembra que este ano, dois tabus já foram quebrados. E o terceiro, pode cair neste sábado. “Quando cheguei aqui, me disseram que fazia dois anos que o Remo não ganhava um clássico contra a Tuna e tinha alguns anos que não vencia o Cametá lá. Então, quer dizer que já quebramos dois tabus”, considera, prosseguindo. “Quem sabe não se quebra o terceiro. Tabu está para ser quebrado ou ser mantido. Vamos ver como grupo se comporta em cima disso”, concluiu o meia, responsável pelas jogadas de criação que podem resultar em gol sábado.
Sim, o importante é agradar o chefão!
Se fizer uma lista, são inúmeros os desafios para o Clube do Remo diante do Paysandu, neste sábado, às 16 horas, no estádio Mangueirão. Tem liderança em jogo e quebra de tabu. Entretanto, entre os jogadores do Leão, nenhum desses fatores está pesando tanto, quanto agradar o técnico Flávio Araújo nos dois tempos do jogo. Nas partidas até aqui, o treinador não poupou críticas em relação ao primeiro tempo. Na avaliação de Araújo, nenhum primeiro tempo foi bom.
A pergunta que fica diante da situação é só uma: o que está faltando para o Remo se apresentar bem nos 90 minutos? “Concentração”. Essa é a resposta para o meia Thiago Galhardo. “Temos que ficar atentos o jogo todo e não precisar tomar um baque para crescer. No jogo contra o Cametá começamos bem, mas acuamos depois que fizemos o primeiro gol, e o e eles cresceram, chegando a ter chances de até virar o jogo”, relembra o meia. No clássico deste sábado, Galhardo diz que o “Remo tem que ter cara de Remo”, assim como foi o segundo tempo contra o mesmo Cametá, na segunda-passada. “No segundo tempo, melhoramos muito, com passes, posse de bola. Fomos Remo com cara de Remo. Contra Paysandu é clássico e não podemos mais errar no primeiro tempo”, adverte.
O atacante Fábio Paulista, por sua vez, diz que as broncas do professor Flávio são amenizadas pelos resultados conquistados. “Acredito que a gente vem se empenhando a partir do primeiro minuto de jogo. Mas, infelizmente, o primeiro tempo não está sendo muito bom”, reconhece.
(Diário do Pará)
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