Além de ostentar o título de Clássico Rei da Amazônia, este ano, o primeiro Re-Pa da temporada tem outros atrativos: os números positivos, diferente dos anos anteriores quando a dupla não andava bem das pernas. O bom início de campeonato para ambos traz índices, que se completam e ao mesmo tempo são postos a prova. De um lado, o Papão é dono do melhor ataque (10 gols), enquanto o Leão tem a melhor defesa (1 gol sofrido). Favorito? Difícil.
Os números apresentados até aqui põem diretamente dois setores em evidência: enquanto o Remo prepara a artilharia pesada, o arqueiro Zé Carlos tem a missão de ser a muralha do Paysandu, e consciente da obrigação de sábado, já avisou que, ao lado da defesa, não dará trégua aos que tentarem invadir sua área.
“Com todos os jogadores do Remo é preciso tomar cuidado. O Val Barreto é um jogador que vem fazendo gols na competição, e já tem três. Assisti o jogo deles contra o Cametá, e vi a qualidade. Tem o Paulista, Leandro Cearense, o Branco”, alerta o goleiro, que não se intimida com as declarações do artilheiro azulino prometendo ‘encher o pé’. “Tem que ser isso mesmo, ele vive disso, de gol, e eu vivo de defesas. Esperamos que nesse jogo de sábado eu possa sair feliz”, aposta.
No entanto, o cuidado não vale só para o ataque azulino, uma vez que o Papão, apesar de ser o time mais ofensivo, em três jogos acabou levando cinco gols, daí a preocupação em reforçar a retaguarda e exemplos não faltam. “Quando você toma cinco gols em três partidas não é muito positivo. É importante manter o equilíbrio, ter um time equilibrado durante o campeonato. Você está vendo nos últimos campeonatos, os campeões não tomam muito gol, como o Fluminense, e tem que ser assim também conosco”, encerra.
(Diário do Pará)
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