plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 32°
cotação atual R$


home
PARAZÃO

Tem que alimentar um Mangueirão

Re-Pa é sempre um jogo bom para trabalhar. Mobiliza a torcida, que vem com a família e acaba consumindo bastante”, disse Manoel Soares Panjota, 44, dono do carrinho Pipoka Maluka e que há cerca de 20 anos trabalha credenciado no Mangueirão vendendo

twitter Google News

Re-Pa é sempre um jogo bom para trabalhar. Mobiliza a torcida, que vem com a família e acaba consumindo bastante”, disse Manoel Soares Panjota, 44, dono do carrinho Pipoka Maluka e que há cerca de 20 anos trabalha credenciado no Mangueirão vendendo alimentos. Manoel tinha dificuldade de responder às perguntas enquanto atendia os fregueses. “Hoje em dia é muito mais tranquilo trabalhar aqui no Mangueirão. Quando era antes da reforma, que as torcidas entravam e saíam pela mesma rampa, tinha que ficar mais atento. Teve um amigo meu que voltou ao estádio depois de 15 anos hoje e ficou estranhando ‘uai, cadê a outra torcida?’”, brincou.

Ao final do jogo, o vendedor havia vendido toda sua mercadoria. “Lucro total hoje, ainda nem sei de cabeça quanto rendeu, mas valeu o mês” disse. Manoel enxergou apenas uma dificuldade durante o trabalho que foi o credenciamento dos vendedores. “A gente trabalha há 20 anos aqui e ainda se depara com muita gente vindo trabalhar sem crachá, aí atrasa os trabalhos. Mas é aquela coisa, foi o primeiro Re-Pa da temporada. No próximo creio que vai estar tudo legal”, disse o vendedor.

Mas nem todos os vendedores saíram no lucro. Eduardo Maia de brito, 39, vendeu água nas arquibancadas durante a partida e lamenta um prejuízo sofrido por conta de uma confusão com a polícia. “Me confundiram com um cambista e apreenderam o que eu já tinha vendido e o meu vale transporte digital. Depois eu ainda subi e vendi umas 60 águas, mas, poxa vida, eu já tinha vendido uns 200 reais. Era para ter tirado um lucro bem maior hoje”, afirmou na saída do jogo.

Eduardo explica que o que mais comprometeu foi ter o vale transporte apreendido. “Eu trabalho no Hospital Belém durante a semana e faço bicos com essas vendas em dia de jogo. Perder o vale compromete para ir trabalhar depois” diz o pai de três jovens. “Quando é em outras partidas, mais tranquilas, trago meus filhos pro Mangueirão também. Eles me acompanham, assistem o jogo. Só não trago no Re-Pa, porque é agitado demais e eu me preocupo com eles”.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Parazão

    Leia mais notícias de Parazão. Clique aqui!