Olhando pelo retrospecto do estadual, o Paysandu detém o ataque mais ofensivo dos clubes participantes. Foram 11 gols e apenas dois não foram marcados por atacantes. Isso representa um aproveitamento muito acima da média, mas não quer dizer que as coisas estejam caminhando às mil maravilhas e Lecheva, consciente da responsabilidade, vem alertando seus comandados para a atenção especial.
“Sabemos que o Re-Pa foi perdido e sentimos muito esse resultado. Mas nós conversamos, e levantamos a cabeça. Agora o time vai atrás do resultado em Cametá. Para isso, vamos nos concentrar e botar em mente que é um novo compromisso e uma nova oportunidade”, encara o atacante Rafael Oliveira.
“O time precisa se movimentar. Se todo mundo correr, se movimentar, prejudica bastante a marcação deles. Precisamos confundi-la para trabalhar melhor a bola e conseguir ser efetivo nos gols. O Lecheva pediu atenção, que errássemos menos. Vamos trabalhar em cima deles com essas bases”, acrescenta o artilheiro, com quatro gols, ao lado do companheiro João Neto.
Com a dupla de ataque entrosada, a preocupação gira em torno da criação, liderada há tempos pelo meia Alex Gaibu, que tem como companheiro Eduardo Ramos, ainda atrás do ritmo de jogo ideal. Mais abaixo, o técnico tem em mãos a opção recente por Diego Bispo e Raul, mas também pode optar por Thiago Costa. “Estou voltando no banco. Tenho que respeitar o Raul e o Diego Bispo, mas quero pegar a minha vaga de volta e dar o meu melhor. Minha vontade é de voltar. Quem não ia querer isso?”, justifica o defensor, que cresceu de produção nos últimos jogos, mas saiu por uma contusão.
E MAIS...
ACORDO NA JUSTIÇA
O Paysandu conseguiu vitórias ontem, na Justiça do Trabalho. Foram 10 processos acordados, um deles já pago, referente ao débito de R$ 25 mil com um antigo membro do Handebol bicolor.
Os processos de maior preocupação eram dos ex-jogadores Jóbson e Arinelson, que pleiteavam na justiça aproximadamente R$ 5,5 milhões. Eles serão pagos em parcelas fixas, sem correção monetária, até os anos de 2016 e 2018, respectivamente.
(Diário do Pará)
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