Sempre que o meio-campo do Paysandu consegue se encontrar em campo, articular com sintonia a ligação direta ao ataque, dificilmente se vê uma exibição abaixo do esperado. Desta vez, não foi diferente. A atuação de gala protagonizada por Eduardo Ramos, coadjuvado pelo eficiente Djalma, deram ao cérebro bicolor totais condições de alcançaram um resultado confortável.
Para perceber a superioridade do Papão, basta comparar o setor de criação das duas equipes. Enquanto o Paragominas arriscou um sistema diferente, armando no 4-3-3, o Paysandu usava somente a visão de jogo de Eduardo Ramos, somada a velocidade de Djalma. O primeiro gol, marcado pelo maestro, foi apenas uma mostra deste panorama.
A diferença, ou o nó tático, talvez nem tenha sido uma rasteira do técnico Lecheva, haja vista que o Paysandu se comporta desta maneira e não esconde. Nem foi preciso alternar a formação no meio tempo, bastou substituir as peças centrais, no caso de Alex Gaibu no lugar de Eduardo Ramos e Vanderson na vaga de Esdras, que o Paysandu apenas cumpriu o protocolo pré-definido, infantilmente não compreendido pelos jogadores adversários.
Aliás, para não dizer que a vida é bela somente do lado azul celeste, no primeiro tempo o Paragominas fez o dever de casa: deslocou a marcação pesada em cima do camisa 10, mas esqueceu que ao lado dele, o garoto Djalma soube bem o que fazer em meio a dificuldade do companheiro.
“O Djalma fez uma partida exuberante, principalmente no primeiro tempo, quando o Eduardo estava bastante marcado, quando ele recebia a bola vinham dois ou três em cima dele, e justamente aí o Djalma achou espaço para jogar, criando as jogadas de gol e fazendo o primeiro. Isso é um grupo, é um time, e dessa forma, jogando como uma equipe, estaríamos em condições de vencer”, elogiou Lecheva.
(Diário do Pará)
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