O Paysandu entrou em campo no clássico Re-Pa levando mais do que uma estratégia tática. Levava consigo o discurso que tem pautado a temporada sob a nova diretoria: reconstrução, orçamento limitado, elenco enxuto e aposta na base. Dentro desse contexto, a exigência interna nunca foi por resultados imediatos ou futebol vistoso, mas por entrega, competitividade e respeito à camisa — valores que o Papão fez questão de demonstrar no Mangueirão.
Desde o apito inicial, o time bicolor mostrou intensidade superior, disputando cada espaço do campo e contrariando o favoritismo do Remo, que conta com maior investimento e status de Série A. O primeiro tempo foi marcado pela organização e pela atitude do Paysandu, que não se intimidou mesmo quando o jogo ganhou contornos mais físicos.
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Um dos grandes símbolos da atuação foi o volante Brian, de apenas 17 anos. Incansável na marcação, o jovem dominou o meio-campo, pressionou a saída de bola azulina e demonstrou personalidade acima da média para a idade. A expulsão sofrida ainda na primeira etapa, considerada dura, não apaga a grande atuação e serve como aprendizado no início de sua trajetória profissional.
Com um jogador a menos, o Paysandu precisou se reinventar na segunda etapa. As linhas recuaram, o desgaste físico apareceu, mas a entrega permaneceu. Henrico correu até o limite, Castro assumiu papel de liderança ao ser deslocado para o meio-campo, enquanto Ítalo e Marcinho lutaram contra o cansaço até o fim. Não houve desistência, apenas sacrifício coletivo.
Atletas deram resposta positiva em campo
O empate deixou a sensação de que o resultado poderia ter sido melhor, especialmente pelo desempenho apresentado no primeiro tempo. Ainda assim, o clássico serviu para reforçar a identidade que o clube tenta resgatar: um Paysandu competitivo, aguerrido e comprometido com sua história, mesmo em meio ao processo de reconstrução.
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