Nas últimas temporadas, um tema recorrente nos bastidores do Paysandu foi o atraso salarial. A instabilidade financeira acabou impactando diretamente o desempenho dentro de campo, culminando no rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro em 2026. Agora, sob nova gestão, o clube vive um processo de reestruturação que busca mudar essa realidade.
Em entrevista concedida na última quinta-feira (2), o executivo de futebol Marcelo Sant’Ana falou abertamente sobre a situação financeira do Papão e destacou a importância da transparência com a torcida. "Uma reconstrução do clube são palavras que o torcedor não gosta de ouvir, mas temos que trabalhar com transparência. Sendo honesto com a torcida, nossa situação financeira é apertada", afirmou.
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Apesar das limitações, o dirigente ressaltou uma mudança importante na condução administrativa desde a chegada do presidente Márcio Tuma: o cumprimento rigoroso dos compromissos com o elenco. "Estamos sendo 100% com os jogadores. Desde que o presidente assumiu, nunca tivemos atrasos. CLT e direitos de imagem estão sendo pagos de forma antecipada. Isso traz tranquilidade para o grupo", explicou.
Segundo Sant’Ana, a organização fora de campo tem reflexo direto no ambiente interno, permitindo maior cobrança por desempenho e profissionalismo. "Isso facilita meu trabalho como executivo e dá respaldo ao técnico Júnior Rocha para cobrar. Se queremos profissionalismo e respeito à camisa, precisamos fazer nossa parte também. É uma mão dupla", destacou.
Planejamento financeiro
O dirigente também chamou atenção para a necessidade de planejamento financeiro ao longo de toda a temporada, evitando decisões impulsivas mesmo em momentos de maior arrecadação. "Sabemos que o primeiro semestre pode gerar mais receitas, mas o ano termina em dezembro. Precisamos ter controle do fluxo de caixa para sermos responsáveis durante toda a temporada", pontuou.
Com o objetivo de retornar à Série B, o Paysandu inicia sua trajetória na Série C tentando equilibrar ambição dentro de campo com responsabilidade fora dele. Nisso, Sant'Ana disse ainda que o clube deve manter os pés no chão diante de receitas pontuais. "Não podemos nos empolgar com entradas de dinheiro. O futebol tem oscilações, tanto financeiras quanto esportivas. Precisamos trabalhar com responsabilidade, humildade e visão de longo prazo", completou.
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