O vestiário do Paysandu teve tom de alerta após a derrota por 2 a 0 para o Vasco da Gama, na última terça-feira (21), no Mangueirão. Para o técnico Júnior Rocha, o time está atuando no limite físico. O treinador destacou o desempenho da primeira etapa, quando o Papão pressionou e criou as melhores oportunidades da partida.
"Estou tentando ir até o limite na questão física, o primeiro tempo nos exigiu demais, fizemos um grande primeiro tempo, em termos de finalização, chances perigosas. Tivemos as melhores chances, melhores finalizações. Mas exigiu demais da questão de força, de aperto, pressão no portador da bola. A primeira substituição, o Hinkel pediu para sair, sentiu o adutor da coxa, e já aproveitei e fiz duas substituições, o Ítalo estava esgotado. Estamos indo até o limite, e diante de uma equipe com volume alto, de posse, muita força, nos exigiu demais e as trocas foram antes mesmo", destacou.
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Segundo ele, o ritmo intenso nos primeiros 45 minutos cobrou o preço na etapa final. O Vasco cresceu após o intervalo e aproveitou as chances que teve, algo que o Paysandu não conseguiu transformar em gol quando foi superior.
"Nesse tipo de jogo, nós fizemos essa mesma leitura contra o Remo, que é uma equipe que está na Série A, é o clássico aqui ,esses jogos mostram o nível em que estamos. E o Vasco, a mesma coisa, fizemos um primeiro tempo surpreendente, nós fomos melhores que o Vasco, com toda a humildade, nós fomos melhores que o Vasco. Nós temos esse nível bom, o que nós temos que fazer é se preparar para manter esse nível, de concentração, combate, competitividade, chances criadas. Na primeira falha defensiva, os caras foram lá e guardaram, e no retorno do escanteio, guardaram também", ressaltou.

A análise do treinador passa pela constância. Para ele, o time mostra competitividade, mas precisa sustentar o padrão ao longo dos 90 minutos e, principalmente, transformar volume em eficiência.
"Com a equipe principal, nós estávamos mais de 10 jogos sem perder, nós perdemos lá contra o Cametá (Parazão). Tem a Copa Norte, mas conta quantas vitórias e derrotas nós tivemos, quantas atuações boas. E eu falei para eles (jogadores) na palestra, em termos de Série C, não nos apresentamos mal em nenhum jogo, mas temos que fazer gol, fazer a rede balançar. Não adianta ter 22 finalizações contra o Brusque, e marcar só um gol. Temos que lapidar, trabalhar os atletas", finalizou.
Mesmo reconhecendo o momento positivo em termos de desempenho, Júnior Rocha foi direto ao ponto: criar não basta, é preciso decidir. O desafio agora é manter a intensidade sem ultrapassar o limite físico que já começa a dar sinais dentro de campo.
O Paysandu volta a campo no próximo sábado (25), às 17h, para enfrentar o Itabaiana, no Estádio Etelvino Mendonça, em Sergipe, pela 4ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro 2026. A partida terá transmissão ao vivo pela RBA TV/Band.
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