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Paysandu fecha 1° semestre com saldo positivo de R$ 5,5 milhões

Paysandu encerra primeiro semestre de 2026 com superávit de R$ 5,5 milhões, impulsionado pelo futebol, mas precisa diversificar suas receitas.

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Imagem ilustrativa da notícia Paysandu fecha 1° semestre com saldo positivo de R$ 5,5 milhões camera O Paysandu encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit de R$ 5,5 milhões, revertendo o prejuízo acumulado até maio. | Enzo Quaresma/Paysandu

O Paysandu encerrou o primeiro semestre de 2026 com superávit de R$ 5,5 milhões, revertendo o prejuízo acumulado até maio. Os demonstrativos contábeis referentes a junho mostram que o resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho do futebol profissional.

Os documentos publicados no portal da transparência no site do clube revelam uma combinação de fatores, que envolvem um crescimento expressivo das receitas, aumento do caixa, redução das dívidas de curto prazo e fortalecimento do patrimônio líquido.

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Ao mesmo tempo, também evidenciam que o futebol continua sendo praticamente o único motor econômico do clube, enquanto o clube social e os esportes olímpicos seguem operando com déficit.

Receita e caixa mais que dobraram em um mês

O dado que mais chama atenção é a evolução das receitas. Em maio, o Paysandu havia arrecadado R$ 4,9 milhões. Com a consolidação dos números de junho, a receita obtida apenas no sexto mês do ano foi de R$ 12,45 milhões, um crescimento de mais de 154%. O balancete divulgado pelo clube não detalha quais receitas compõem esse resultado de junho, apresentando apenas os valores consolidados.

Em relação às despesas, por outro lado, cresceram em ritmo muito menor. Enquanto a receita aumentou mais de duas vezes, os gastos passaram de R$ 5,73 milhões para R$ 6,94 milhões, uma alta de aproximadamente 21%. O mesmo ocorre com as despesas do mês, que aparecem apenas de forma agregada.

Na prática, isso permitiu que o clube revertesse o prejuízo de R$ 841,8 mil registrado até maio e encerrasse o semestre com resultado positivo de R$ 5,5 milhões.

Outro indicador considerado bastante positivo é o crescimento da disponibilidade financeira. O valor em caixa passou de R$ 5,86 milhões em maio para R$ 12,49 milhões em junho, crescimento superior a 110%.

Ter mais recursos disponíveis aumenta a capacidade do clube para honrar compromissos financeiros, realizar investimentos e reduzir a necessidade de recorrer a empréstimos de curto prazo.

Paysandu fecha 1° semestre com saldo positivo de R$ 5,5 milhões
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Futebol responde por quase toda a arrecadação

O principal responsável pelo desempenho financeiro continua sendo o departamento de futebol. Segundo o balancete, o futebol profissional e as categorias de base arrecadaram R$ 11,56 milhões no semestre, enquanto as despesas somaram R$ 5,88 milhões. O resultado foi um superávit de R$ 5,67 milhões apenas nessa área.

Na prática, isso significa que aproximadamente 93% de toda a receita do Paysandu vieram do futebol.

Os números também mostram um elevado nível de eficiência. Para cada R$ 100 arrecadados pelo departamento de futebol, cerca de R$ 49 permaneceram como resultado positivo após o pagamento das despesas.

Essa dependência, entretanto, também representa um desafio. Caso as receitas do futebol diminuam nos meses subsequentes, outras áreas do clube ainda não possuem capacidade suficiente para compensar essa eventual queda.

Dívidas e recuperação judicial requerem atenção

O balanço também aponta uma expressiva redução nas obrigações com vencimento no curto prazo. O passivo circulante caiu de R$ 44,52 milhões para R$ 25,06 milhões, redução de aproximadamente R$ 19,5 milhões.

A queda do passivo circulante não significa, necessariamente, que essas dívidas foram quitadas. Parte delas foi reclassificada para a rubrica da recuperação judicial, que passou a aparecer pela primeira vez no balanço mensal do clube desde o deferimento do processo na Justiça do Pará, em fevereiro. Nessa conta foram registrados R$ 18,85 milhões referentes a credores trabalhistas, quirografários e micro e pequenas empresas.

Essa relação fez com que a maior diminuição ocorresse nas obrigações trabalhistas e previdenciárias, que passaram de R$ 26,94 milhões para R$ 18,63 milhões, representando uma redução superior a R$ 8 milhões.

Paysandu fecha 1° semestre com saldo positivo de R$ 5,5 milhões
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Cenário é positivo, mas ainda exige atenção

Os números mostram que o Paysandu vive um momento financeiro bastante diferente daquele observado em temporadas anteriores. O clube aumentou significativamente sua arrecadação e controlou o crescimento das despesas, apesar de não especificar os indicadores que levaram a esse desempenho. Mas houve também o fortalecimento do caixa e a redução de parte importante das dívidas de curto prazo, que foram incorporadas no processo de recuperação judicial.

Por outro lado, os demonstrativos também deixam claro que essa recuperação continua fortemente sustentada pelo desempenho do futebol. Hoje, praticamente toda a capacidade de geração de receitas depende da modalidade, enquanto o clube social e os esportes olímpicos permanecem deficitários.

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