A derrota do Paysandu por 2 a 1 para o Brusque aumentou a pressão sobre o time na reta decisiva da Série C do Campeonato Brasileiro. Após o jogo, o goleiro Gabriel Mesquista assumiu a responsabilidade pelo momento e apontou a força da Curuzu como um fator que pode ajudar o Papão na busca pela reação.
Para o goleiro, atuar diante da torcida bicolor no Vivô da Cidade cria um ambiente diferente para quem está do outro lado. Mesquista, que já enfrentou o Papão no estádio, lembrou da pressão exercida pelas arquibancadas e defendeu que o fator casa pode ter peso importante nos próximos compromissos.
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"Particularmente, eu prefiro a Curuzu. É um clima hostil para o adversário. Quando você sobe ali para aquecer, você sente. Eu já joguei contra o Paysandu aqui, é adversário batendo naquele vidro lá, a torcida empurrando em um momento difícil. […] A Curuzu é um caldeirão realmente, a gente sabe que é muito difícil para os adversários ali dentro", afirmou.

Apesar da preferência pelo estádio, o goleiro fez questão de reconhecer que o Mangueirão também recebeu uma grande presença da torcida. Para ele, o problema esteve na resposta dada dentro de campo, já que o público compareceu e criou o ambiente esperado para uma partida decisiva.
"Onde a gente é posto para jogar, diante do nosso torcedor, a gente tem que corresponder. O Mangueirão é um grande palco, um gramado excelente, nosso torcedor deu show mais uma vez, mas não conseguimos corresponder", disse.
A cobrança, segundo Mesquista, precisa partir dos próprios jogadores. O goleiro destacou a importância do apoio vindo das arquibancadas e afirmou que o elenco precisa assumir o peso de vestir a camisa do Paysandu, principalmente em um momento no qual cada resultado será determinante.
"É difícil, mas o nosso torcedor, a gente precisa dele, porque sem eles nós não somos nada. Eles fizeram uma festa linda de novo. É pedir desculpa de novo, ter vergonha na cara e assumir mesmo a responsabilidade que é jogar no Paysandu", declarou.

Além da postura, o goleiro também identificou uma questão de competitividade que, na avaliação dele, precisa ser corrigida rapidamente. Mesquista citou a forma como o Brusque interrompeu algumas jogadas e cobrou mais experiência do Paysandu para evitar que os adversários encontrem espaços e consigam desenvolver as ações.
"A gente viu o time do Brusque aí, (quando) os atacantes, o Ítalo, tocam na bola, os caras chegam fazendo a falta. Acho que a gente tem que melhorar isso, a nossa pegada ali, fazer falta. A gente precisa ser mais malandro, parar mais o jogo para parar de dar essas oportunidades para eles, porque o campeonato pede isso, a gente tem que entender", avaliou.
Gabriel afirmou que a equipe conseguiu corrigir parte desse comportamento depois do intervalo e projetou uma postura mais competitiva no próximo compromisso. O Paysandu volta a campo contra a Ferroviária, no domingo (13), às 16h, na Fonte Luminosa, em Araraquara.
"No segundo tempo já entendemos bem, conseguimos fazer algumas faltas ali que eles não conseguiram progredir. Eu acho que é isso […] Vamos dar a vida dentro de campo para buscar pontos em Araraquara e fazer um grande jogo", garantiu.
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