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O VOTO NO PAPÃO

Paysandu: eleição terá chapa única, mas Tuma precisa de maioria dos votos

Chapa “Papão da Curuzu” foi a única inscrita para o pleito, que acontece em 3 de novembro; mesmo sem concorrente, grupo precisa de 50% mais um dos votos válidos

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Imagem ilustrativa da notícia Paysandu: eleição terá chapa única, mas Tuma precisa de maioria dos votos camera Chapa registrada para a presidência do Paysandu | Divulgação/ Paysandu

A eleição do Paysandu Sport Club terá apenas uma chapa na disputa pela presidência. O prazo para inscrição de candidaturas terminou nesta segunda-feira (5), às 18h, e somente a chapa “Papão da Curuzu”, encabeçada pelo atual presidente bicolor, Márcio Tuma, foi registrada. A composição tem ainda Diego Moura e Ícaro Sereni como candidatos a vice-presidentes.

O pleito está marcado para o dia 3 de novembro, das 16h às 21h, na Sede Social do clube. Cerca de 1.450 eleitores estão aptos a participar da votação, entre sócios natos, remidos e proprietários. O número, no entanto, ainda pode sofrer alterações caso a Assembleia Geral identifique alguma irregularidade na situação dos associados. Apesar da candidatura única, não haverá aclamação no processo eleitoral do Paysandu.

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A chapa de Márcio Tuma precisará obter 50% mais um dos votos válidos para ser eleita. Além da presidência, os sócios vão escolher cinco integrantes do Conselho Fiscal, 25 membros efetivos e outros 25 suplentes para o Conselho Deliberativo. A nova direção da Assembleia Geral também será definida na mesma data.

Márcio Tuma assumiu a presidência do Paysandu em dezembro de 2025, após a renúncia de Roger Aguilera. Até então vice-presidente, Tuma colocou como uma das primeiras prioridades da gestão a situação financeira do clube. Naquele momento, o Paysandu acumulava cerca de R$ 16 milhões em dívidas relacionadas a atletas e membros da comissão técnica de 2025, temporada em que o clube acabou rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro.

Entenda a eleição do Paysandu, com chapa única de Márcio Tuma e desafios financeiros do clube.
📷 Entenda a eleição do Paysandu, com chapa única de Márcio Tuma e desafios financeiros do clube. |Divulgação/ Paysandu

Resgate administrativo

Em fevereiro de 2026, o clube entrou na Justiça com um pedido de recuperação judicial. A medida teve como objetivo evitar a falência e permitir o congelamento e a renegociação das dívidas, proporcionando maior fôlego financeiro ao Paysandu. Com o processo, o clube conseguiu administrar os compromissos financeiros e manter o pagamento da folha do futebol ao longo da temporada.

Três títulos e busca pelo acesso

Dentro de campo, a temporada de 2026 começou de forma positiva para o Paysandu. O clube conquistou três títulos no primeiro semestre: Campeonato Paraense, Copa Norte e o hexacampeonato da Copa Verde. O desempenho na Série C também garantiu ao Papão uma vaga no quadrangular decisivo da competição. Agora, o clube chega à última rodada ainda com chances de retornar à Série B.

O Paysandu enfrenta o Brusque no próximo sábado (10), em Santa Catarina. Para garantir o acesso, o time precisa vencer e torcer por um resultado positivo da Ferroviária. Em caso de empate ou derrota, o Papão permanecerá na Série C de 2027. Assim, além de definir a composição dos principais órgãos administrativos do clube, a eleição de novembro acontecerá em meio a um momento decisivo no clube.

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