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ONDA BRABA

Tuma critica Brusque, CBF e paralisação em Ferroviária e Inter

Presidente do Paysandu critica condições do estádio em Brusque, cobra esclarecimentos sobre a paralisação de jogo em São Paulo e promete medidas

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Imagem ilustrativa da notícia Tuma critica Brusque, CBF e paralisação em Ferroviária e Inter camera Tuma não poupou críticas | Irene Almeida / Diário do Pará

O presidente do Paysandu, Márcio Tuma, fez duras críticas após a suspensão de Brusque x Paysandu, neste sábado (10), pela última rodada do Quadrangular decisivo da Série C. O dirigente apontou problemas de segurança no Estádio Augusto Bauer e questionou a não retomada de Ferroviária x Inter de Limeira, em Araraquara, também interrompido durante a rodada.

"É muito lamentável o que a gente viu hoje aqui. Em primeiro lugar, tenho preocupação com a vida das pessoas. Assim que soubemos que existia um problema de segurança na arquibancada, corremos e nos colocamos à disposição do policiamento para dialogar com a torcida", afirmou Tuma.

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Segundo o presidente bicolor, a gravidade da situação levou o clube a defender a evacuação da área afetada. Ele também criticou a condução da retirada dos torcedores e relatou resistência à movimentação das pessoas no estádio. "Em primeiro lugar, vem a vida das pessoas, e era essa a nossa preocupação", reforçou.

Tuma afirmou que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para tentar evitar consequências mais graves. De acordo com ele, o efetivo policial parecia reduzido e houve dificuldade para retirar o público. O dirigente também contestou a proposta de transferir apenas mulheres, crianças e famílias para outro setor, por considerar inadequado colocá-las perto a torcedores cuja conduta não conheciam.

Além das questões de segurança, o mandatário do Paysandu demonstrou insatisfação com a situação da partida entre Ferroviária e Inter de Limeira. Para ele, os dois confrontos deveriam seguir o que estabelece o regulamento sobre a realização simultânea dos jogos.

"Me causou surpresa saber que no jogo de São Paulo não teve reinício. Não fiquei confortável com isso, porque sabemos que, no regulamento, as partidas devem recomeçar de forma simultânea", declarou.

A preocupação tem relação direta com as chances de acesso do Papão. O time paraense precisa vencer o Brusque - que era o que estava acontecendo - e, para conquistar a vaga na Série B de 2027, depende de uma vitória da Ferroviária sobre o Inter de Limeira.

Se o Paysandu ganhar e os dois clubes paulistas empatarem, Ferroviária e Inter garantem o acesso, deixando o time bicolor sem a vaga. Tuma questionou se a interrupção em Santa Catarina deveria necessariamente impedir a retomada do confronto em Araraquara.

"Tenho dúvidas se uma partida for suspensa por um fator muito particular, que é uma situação atípica relacionada à estrutura do estádio do Brusque, se isso necessariamente ocasiona a suspensão da partida da Ferroviária e Inter de Limeira. Tenho dúvidas", afirmou. Segundo ele, o clube vai analisar os regulamentos e os relatos para avaliar as medidas possíveis.

O presidente também criticou a escala de arbitragem para Brusque x Paysandu. Na avaliação dele, a escolha de um árbitro vinculado à Federação Paulista de Futebol para uma rodada com dois clubes paulistas disputando o acesso poderia gerar questionamentos.

"É um descuido da CBF quando escala uma arbitragem vinculada à Federação Paulista com dois clubes paulistas. Acho que não deveria ter sido assim. Deveria ter sido uma arbitragem de fora, até para que você não tenha sombra de dúvidas", disse.

Sobre os desdobramentos da suspensão, Tuma afirmou que o Paysandu vai estudar as responsabilidades e as possíveis consequências para os envolvidos. Entre os pontos que pretende esclarecer estão a responsabilidade do Brusque pelas condições do estádio, a possibilidade de retomada da partida no domingo (11), às 15h, e os relatos sobre a não volta dos times paulistas ao campo.

"Vamos defender os interesses do Paysandu", garantiu.

O dirigente também relatou problemas na estrutura oferecida aos torcedores no Augusto Bauer, citando as condições de atendimento, os banheiros e a falta de alimentação adequada. Para ele, as circunstâncias exigem uma apuração sobre a autorização de funcionamento do estádio.

"O estádio aqui não tem as menores condições de segurança para a torcida. (...) É lamentável a gente ter uma autorização para que esse estádio funcione desta maneira", declarou.

Outro ponto levantado por Tuma foi a conduta do locutor oficial do estádio, que, segundo o presidente, teria feito uma declaração ofensiva aos torcedores bicolores ao dizer que, caso não se comportassem como seres humanos, precisariam deixar o local. O dirigente classificou a fala como racista e xenofóbica e cobrou uma punição rigorosa do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Por fim, Tuma pediu que torcedores enviem ao clube vídeos que tenham registrado o episódio envolvendo a polícia e a declaração do locutor. "O Paysandu não vai medir esforços para defender a sua torcida", afirmou.

O presidente destacou que há bicolores que viajaram de diferentes estados e regiões do país para acompanhar a equipe e reforçou que todos merecem respeito. O clube pretende reunir os registros e avaliar as providências cabíveis.

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