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Remo confirma que vai cobrar valores por Pedro Henrique

Após repercussão da venda ao Flamengo, clube confirma que acionará mecanismos legais para receber quantia pela passagem do volante na base azulina

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Imagem ilustrativa da notícia Remo confirma que vai cobrar valores por Pedro Henrique camera Volante atuou em 2022 em uma partida pela base azulina | Andrey Siqueira

A transferência de Pedro Henrique para o Flamengo ganhou um novo capítulo. Depois da confirmação de que o Rubro-Negro pagará R$ 3,4 milhões pela multa rescisória e ficará com 100% dos direitos econômicos do atleta, o Clube do Remo se manifestou oficialmente sobre o caso.

Em resposta à reportagem do DOL, o Leão Leão informou que, após consulta ao departamento jurídico, irá buscar os valores aos quais entende ter direito pela formação do jogador.

''O Clube do Remo tem direito a receber valores pela formação do atleta e realizará a cobrança após a conclusão dos trâmites'', disse em nota.

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📷 Pedro Henrique é a grande revelação do Paysandu nos últimos meses e já vai embora do clube |Jorge Luís Totti / Paysandu

É importante esclarecer como funciona, na prática, esse direito citado pela diretoria azulina. A negociação entre Flamengo e Paysandu foi nacional, com pagamento da multa rescisória de R$ 3,4 milhões por 100% dos direitos econômicos do atleta.

Nesse tipo de transferência, quem regula a divisão de valores para clubes formadores é a Lei Pelé (artigo 29-A), e não o Mecanismo de Solidariedade da FIFA, que se aplica prioritariamente a transferências internacionais.

Pela Lei Pelé, até 5% do valor da transferência nacional deve ser destinado aos clubes que participaram da formação do atleta entre os 14 e 19 anos. A divisão ocorre da seguinte forma:

  • 1% por ano dos 14 aos 17 anos;
  • 0,5% por ano dos 18 aos 19 anos.

Ou seja, se ficar comprovado, via registro oficial (como o passaporte do atleta na CBF), que Pedro Henrique atuou pelo Remo dentro dessa faixa etária, o clube azulino teria direito a um percentual proporcional ao período em que participou da formação.

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📷 Volante não deve mais atuar pelo Lobo |Jorge Luís Totti / Paysandu

No caso específico, há registro de que o volante atuou pelo Remo no Sub-17 em 2022. Se esse vínculo estiver formalmente reconhecido dentro do período previsto na legislação, o Remo poderá reivindicar parte sobre os R$ 3,4 milhões pagos pelo Flamengo. O valor seria deduzido do montante total da negociação e pago pelo clube comprador.

Já o Mecanismo de Solidariedade da FIFA entra em cena quando houver uma futura transferência internacional do atleta. Nesse cenário, até 5% do valor da venda ao exterior seria distribuído entre todos os clubes formadores dos 12 aos 23 anos, proporcionalmente ao tempo de formação.

Portanto, na venda atual ao Flamengo, o possível direito do Remo está amparado pela Lei Pelé, desde que comprovado o período de formação dentro da faixa etária exigida. O mecanismo da FIFA pode gerar receita no futuro, mas apenas se Pedro Henrique for negociado para o exterior.

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