Em uma noite em que o futebol voltou a expor a tênue linha entre o controle e o descontrole de uma partida, o Clube do Remo saiu de campo derrotado por 4 a 2 diante do Bragantino, em Bragança Paulista, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O resultado, marcado por forte intensidade e oscilações do início ao fim, foi analisado pelo técnico Léo Condé, que destacou o desempenho do adversário, reconheceu falhas da própria equipe e apontou o que definiu o rumo do jogo. "Realmente, a gente sabia que seria um jogo muito difícil", iniciou o treinador, ao avaliar a partida fora de casa. "Sabíamos das virtudes do adversário", destacou.
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Condé afirmou que o Remo entrou em campo com um plano bem definido após estudar o Bragantino. Segundo ele, a equipe paulista apresentava forças claras, especialmente pelos lados do campo. "A gente analisou bastante aquilo que eles tinham de virtude", disse. "Uma das virtudes realmente é o lado esquerdo, com a passagem do Capixaba", detalhou.
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O treinador explicou que a estratégia envolvia reduzir esse setor e, ao mesmo tempo, explorar os espaços deixados pela equipe adversária. "A gente queria, de uma certa forma, dobrar a lateral para tirar um pouco daquele jogo e, ao mesmo tempo, tentar explorar as costas dele", completou.
PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO E REAÇÃO AZULINA
Na avaliação do técnico, o Remo conseguiu executar parte do plano e mostrou competitividade na etapa inicial. "No todo foi um jogo que a gente começou relativamente bem", afirmou. "Tivemos uma boa chance com o Jajá, frente a frente com o gol, um equilíbrio em termos de posse".
Condé também destacou a capacidade de reação da equipe após sofrer gols, especialmente no primeiro tempo. "Infelizmente, sofremos o gol na cobrança de lateral, onde a gente, coletivamente, pecou no posicionamento", explicou. "Mas tivemos forças para buscar o empate".
Para ele, o empate ao intervalo refletia o que aconteceu em campo. "Eu acho que foi um primeiro tempo equilibrado, o empate era realmente o placar mais justo naquele momento", opinou.
DESATENÇÃO NA VOLTA PARA O SEGUNDO TEMPO
O ponto mais crítico da análise do treinador foi o início da etapa final, quando o Remo sofreu dois gols em sequência. "Infelizmente, voltamos para o segundo tempo muito desatentos. Sofremos o terceiro gol justamente onde não era para sofrer, dentro da estratégia que a gente montou", disse Condé.
O treinador reconheceu falhas defensivas e impacto emocional após o terceiro gol sofrido. "A gente pecou, falhou, e acabou sofrendo o gol. Depois entra um pouco do aspecto psicológico", afirmou.
Com o placar desfavorável, o Remo perdeu controle da partida, segundo o treinador, que destacou o estilo do Bragantino. "O jogo ficou à frente do adversário, esperando a nossa equipe propor e contra-atacando", explicou Condé. "O adversário tem uma transição muito forte, ligação direta nas costas da defesa, e a gente teve dificuldade", reconheceu.
MOMENTO DE MOBILIZAÇÃO
Mesmo com a derrota, Léo Condé evitou projeções pessimistas e reforçou a necessidade de reação imediata na temporada. "A gente tem que olhar para a frente. Agora vai chegar o momento da competição em que precisamos nos mobilizar", enfatizou.
O treinador destacou a importância da sequência de jogos em casa no Campeonato Brasileiro. "Agora nós temos seis jogos pela frente, quatro em casa, e precisamos fazer o dever de casa", disse. "A gente precisa muito fazer resultados dentro de casa diante do nosso torcedor".
COPA DO BRASIL É OUTRA COMPETIÇÃO
Questionado sobre o duelo contra o Bahia pela Copa do Brasil, Condé reforçou o caráter distinto da competição. "É um jogo diferente, é um jogo muito estratégico, eliminatório. Vamos tentar chegar vivos no segundo jogo no Mangueirão", ressaltou.
O treinador ainda lembrou o bom desempenho recente diante do adversário, mas evitou comparações diretas. "A gente conseguiu fazer um bom jogo, apesar do placar", disse, em referência à vitória por 4 a 1, no Mangueirão, pelo Brasileirão. "Mas agora é outra competição".
TRABALHO EM DUAS FRENTES
Por fim, Condé foi direto ao falar sobre a necessidade de disputar simultaneamente Brasileirão e Copa do Brasil. "São as duas principais competições do futebol brasileiro. A gente tem que trabalhar nas duas frentes", afirmou.
E concluiu com o foco na reação imediata: "A gente precisa vencer o máximo de jogos possíveis dentro de casa para fazer uma boa pontuação até a parada".
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