A crise no Clube do Remo foi tema de um pronunciamento oficial na noite da última segunda-feira (27), no Baenão. O presidente Tonhão e o executivo de futebol Luís Vagner Vivian detalharam os desafios enfrentados pelo clube neste início de Série A do Campeonato Brasileiro e admitiram falhas no percurso.
Tonhão contextualizou o momento ao lembrar que o Leão Azul vive ciclos de pressão desde a Série C, em 2024. Segundo ele, o histórico recente de acessos sustenta a confiança da diretoria em uma recuperação dentro da competição.
Conteúdo Relacionado:
- Remo precisa de campanha inédita para evitar rebaixamento
- Remo encara a pior defesa do Brasileirão na 14ª rodada
- Remo vê distância para sair do Z-4 aumentar para seis pontos
- Tonhão fala de investimentos e reação do Remo na série A
- Eliminado na Copa Norte, Remo leva último jogo para Castanhal
"Essas crises já estamos acostumados. Estamos passando desde a Série C. Mas o final é sempre feliz. É essa esperança que estamos tendo. Ninguém jogou a toalha. Está todo mundo trabalhando dia a dia para que possamos ter condições, dentro de campo, para responder as expectativas e sair desta situação de hoje", destacou.
O dirigente também destacou o retorno do clube à elite após mais de três décadas e comparou a sequência de acessos azulinos à de poucos clubes no país.
"O Remo vem de uma sequência de acessos. Talvez só o Fortaleza tenha tido isso. Foi um trabalho dessa diretoria trazer o Clube do Remo à elite do futebol brasileiro após 32 anos", ressaltou.
Ao abordar o planejamento da temporada, o presidente reconheceu dificuldades na montagem do elenco e apontou o curto intervalo entre o fim da última competição e o início das disputas atuais como fator determinante.
"Tivemos alguns problemas que, como no Remo tudo é difícil, temos que lembrar que resolvemos a série que iríamos disputar no final de novembro. Tivemos um período de férias regulamentar. Não pudemos fazer absolutamente nada, a não ser viabilizar algumas contratações, mas não conseguimos iniciar a temporada ainda em 2025. Iniciamos no começo do ano no CT do Retrô. Tivemos em seguida o início do Parazão, Supercopa e Brasileiro, que normalmente começa em abril. Infelizmente tivemos que agir com certa rapidez e alguns erros foram cometidos, logicamente. Fizemos três times pra disputar as competições. Reconheço que o nosso fiasco foi a perda do Parazão e a desclassificação precoce na Copa Verde. É de lamentar e não admitir com o plantel que temos", ponderou.

Tonhão ainda ressaltou o nível da Série A e a diferença de investimento em relação aos concorrentes diretos, clubes estes onde a maioria é consolidada na elite há anos, o que torna tudo ainda mais complicado para aqueles que estão subindo de divisão.
"Estamos disputando um dos cinco campeonatos mais difíceis do mundo. Estamos jogando contra as principais equipes do Brasil, com estrutura e investimento maior que o nosso. No dia a dia, eu não estou. Mas pelo menos duas ou três vezes na semana eu estou aqui no Baenão dando assistência ao nosso executivo, comissão técnica e jogadores. O nosso vice-presidente Glauber (Gonçalves) é o nosso representante no dia a dia no futebol", finalizou.
Em campo, o Filho da Glória e do Triunfo cumpre tabela na Copa Norte nesta quarta-feira, às 19h. Já eliminado, Leão foca as atenções no duelo de sábado, às 16h, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, pela 14ª rodada do Brasileirão.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Comentar