O retorno do Clube do Remo à Série A do Campeonato Brasileiro tem produzido reflexos que vão muito além da campanha dentro de campo. Em 2026, a bilheteria se consolidou como um dos principais motores financeiros do clube, impulsionada pela presença massiva da torcida azulina no Mangueirão e pelo novo patamar de exposição proporcionado pela elite do futebol nacional.
Em apenas 17 partidas disputadas como mandante, considerando Campeonato Paraense, Copa Verde, Copa do Brasil e Série A, o clube já soma R$ 18,28 milhões em receita bruta de bilheteria e R$ 11,05 milhões em renda líquida. Os dados são de um levantamento feito pelo DOL, com base em registros da plataforma Sr. Goool.
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O desempenho coloca o Remo em posição de destaque no cenário nacional e reforça o papel da torcida como um dos principais ativos econômicos da instituição.
Grande parte desse resultado é explicada pelo desempenho da bilheteria no Campeonato Brasileiro. Nas nove partidas disputadas como mandante pela Série A, o Remo arrecadou R$ 15 milhões em receita bruta e R$ 10,02 milhões em renda líquida.
Os números colocam o clube como o sétimo maior arrecadador líquido da Série A até o momento, superando diversas equipes tradicionais da competição. Além disso, a média de R$ 1,13 milhão de renda líquida por partida é a sexta maior da elite nacional.
O dado ganha ainda mais relevância quando se considera que o Remo possui uma estrutura econômica menor do que a maior parte dos clubes que disputam a Série A. Mesmo assim, consegue competir entre os líderes nacionais na geração de receita de estádio.
Dos R$ 18,28 milhões arrecadados em 2026, aproximadamente 82% vieram exclusivamente dos jogos do Brasileirão, evidenciando o impacto financeiro imediato proporcionado pelo retorno à elite.
Evolução
A comparação com temporadas anteriores ajuda a dimensionar o crescimento da arrecadação.
Em 2024, o Remo registrou R$ 13,8 milhões de receita bruta de bilheteria durante toda a temporada. No ano seguinte, já sob efeito da disputa da Série B, esse número saltou para R$ 28,2 milhões.
Agora, ainda sem ter concluído a temporada de 2026, com apenas 5 meses de jogos, o clube já acumula R$ 18,28 milhões.
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Na prática, isso significa que o Remo já arrecadou cerca de 32% a mais do que todo o valor registrado ao longo de 2024. Ou seja, antes mesmo do encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, a arrecadação já ultrapassou o desempenho de uma temporada inteira disputada dois anos atrás.
O comparativo evidencia uma trajetória de crescimento contínuo da capacidade de geração de receita por meio da presença do público nos estádios.
Receita líquida
Além da arrecadação bruta, os números de renda líquida ajudam a demonstrar o impacto efetivo da bilheteria sobre o caixa do clube.
Depois de descontadas despesas como taxas, aluguel de estádio, arbitragem, segurança e custos operacionais, o Remo manteve R$ 11,05 milhões de receita líquida.
Desse total, R$ 10,02 milhões vieram apenas dos jogos do Campeonato Brasileiro. O restante foi gerado pelas partidas do Campeonato Paraense, Copa Verde e Copa do Brasil.
O desempenho mostra que a bilheteria tem sido uma importante fonte de liquidez para a operação do futebol profissional, permitindo ao clube ampliar sua capacidade de investimento e reduzir a dependência de receitas extraordinárias.
Meta orçamentária
O peso da bilheteria na estratégia financeira do Remo pode ser medido pela previsão orçamentária aprovada para 2026.
O clube trabalha com uma expectativa de arrecadar R$ 59 milhões em receitas de bilheteria ao longo da temporada. Até o momento, os R$ 18,28 milhões já arrecadados representam aproximadamente 31% dessa meta.
Embora o objetivo seja considerado ambicioso, o desempenho registrado até aqui indica que a arrecadação segue em linha com a estratégia traçada pela diretoria para o primeiro ano de retorno à Série A.
Caso mantenha o ritmo observado nos primeiros meses da temporada, o clube tem condições de registrar uma das maiores arrecadações de bilheteria de sua história.
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