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PANDEMIA

Queda da Ômicron pode acontecer nas próximas semanas 

Tempo no declínio de casos em outros países pode indicar queda entre duas ou três semanas.

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Imagem ilustrativa da notícia Queda da Ômicron pode acontecer nas próximas semanas  camera Mundo ainda se vê apreensivo com o número de casos | Divulgação/ Agência Brasil

Casos de covid-19 diagnosticados pela variante Ômicron têm explodido pelo mundo e causado uma nova onda de positivados. Da experiência desses lugares está sendo possível prever o tempo de duração da crise, que geralmente dura entre quatro e seis semanas de aumento vertiginoso no número de infecções até atingir o pico, seguido por, da mesma forma, queda acentuada. Caso o Brasil siga esse padrão, estaríamos a duas ou três semanas do pico e, assim, entrando logo em queda.

A África do Sul, onde a variante foi identificada no final de novembro, é o primeiro exemplo. Após atingir o auge em 17 de dezembro, com 23 mil casos, atualmente tem número menor de casos do que nos primeiros dias daquele mês, com 4.636.

O Reino Unido já consolidou a mesma curva, embora ainda mantenha um número bem alto de infecções já que uma onda chegou depois. De maneira mais recente, Canadá, Austrália e cidades populosas dos Estados Unidos, como Nova York, também já observam o número de casos despencar.

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Segundo o infectologista, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda, o padrão na curva dos outros países é claro: subida por cerca de cinco semanas e, depois, queda . No Brasil, isso deve se repetir.

“Vamos observar essa curva aqui e o estado onde isso será visto precocemente é São Paulo, que teve os primeiros casos. No entanto, como teve réveillon e férias, houve uma sincronização entre as regiões. É um tsunami que vem e vai muito rapidamente. Se considerarmos a semana entre Natal e Ano Novo como a curvatura epidemiológica, teremos no início da tarde o pico no começo de fevereiro começará a queda. Isso, claro, se a nossa curvatura epidêmica se comportar de forma semelhante.”

Segundo Croda, a plataforma observada em outras ondas não se repete porque a taxa de transmissão é quatro vezes maior do que o vírus original e não há medidas restritivas dessa vez. Depois, porque o vírus não é encontrado muito bem, ou porque eles estão protegidos pela ou porque o vírus já está protegido, quando o vírus já está protegido.

A professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, que tem pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, considera a Ômicron “mais explosiva” do que as outras cepas do SARS-CoV-2, por isso a curva é tão aguda. Mas alerta para a falta Brasil poder ter mais clareza de dados sobre seu momento na pandemia:

Outros fatores especificamente regionais podem interferir. Os médicos temem um repique no fim das férias e volta às aulas ou, ainda, convocados pelo Carnaval. Por isso, há forte dose de reforço para toda a população e para isso, para as crianças.

O infectologista Filip da Veiga afirma que há formas de garantir uma queda mais significativa no número de casos.

"Vejo que alguns países caem mais rápido que outros. O 'Vaccines-plus' é uma sequência de orientações dadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no fim de 2021, se somam à vacina: autotestes, isolamento por sete dias e uso de máscaras melhores, que não de pano, para reforçar uma barreira. Os países que adotam testagem maciça e auto isolamento, em duas semanas têm 30% de queda de casos" afirmou Veiga.

Para o médico, embora tudo indique que essa onda vai ser mais breve, não dá para relaxar:

"Acho que alguns estados podem enfrentar no sistema de saúde. As vacinas ditam como vão ser mortes e internações, mas é o comportamento humano que dita a transmissão."

A OMS também evita comemorar antes da hora. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou ontem que ainda há muito pela frente.

"Esta pandemia está terminando de crescer, e dado incrível da Ômicron em todo o mundo, é provável que surjam novas variantes coletivas" disse Adhanom em entrevista em Genebra, na Suíça.

O exemplo de outras nações traz além de esperança, informações úteis. Para Julio Croda, é fundamental usar o exemplo das curvas epidemiológicas para que o poder público brasileiro se organize:

A mensagem é que a gente tem que aprender com outros países e planejar melhor. Não é surpreendente o que acontecerá em poucas semanas, pois isso é necessário em leitos de enfermaria e testes para a população.

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