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GUSTAVO SILVEIRA

Empresário paraense é nomeado conselheiro de fundo europeu de reflorestamento

Como membro do conselho, o empresário terá como principal função direcionar grandes empresas a investirem maciçamente no Estado.

terça-feira, 09/03/2021, 19:58 - Atualizado em 09/03/2021, 22:52 - Autor: Igor Wilson


A nomeação vai ajudar Gustavo Silveira a trazer recursos para o setor no Estado.
A nomeação vai ajudar Gustavo Silveira a trazer recursos para o setor no Estado. | Divulgação

No currículo de Gustavo Silveira estão várias atividades. Com mais de vinte anos atuando no setor florestal, o paraense adquiriu uma sólida experiência no setor, sendo considerado hoje como um importante representante mundial neste ramo de negócios. A estrada percorrida mostra o motivo do respeito adquirido. Morou por 5 anos nos Estados Unidos e possui vasto know-how em negociação com páises como China, India, Emirados Árabes, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Canadá, países onde negociou com os maiores players do mercado. 

Gustavo, que é fundador e presidente da empresa paraense de reflorestamento 3P Florestal, foi nomeado esta semana como membro do conselho do fundo de investimentos sueco Eternali, uma iniciativa europeia inovadora, que reúne especialistas mundialmente conhecidos pela vasta experiência no setor, atualmente um dos mais promissores do Pará, sendo considerado uma grande aposta do governo do Estado para aquecer a economia paraense nos próximos anos. 

A nomeação de Gustavo Silveira ao cargo representa muito, não apenas para sua empresa, mas para todo o setor de reflorestamento do Pará. Como membro do conselho, o empresário terá como principal função direcionar grandes empresas a investirem no Estado. O plantio de árvores como o Eucalipto e a Teca, principalmente em área degradadas, é uma tendência mundial e o Brasil tem acompanhado o ritmo. Segundo o Serviço Florestal Brasileiro, a extração de madeira nativa representa apenas 20% do que era há 25 anos atrás. Neste mesmo período, o crescimento de florestas plantadas mais que dobrou, alcançando, em 2019, 247 milhões de metros cúbicos. 

“Para nossa empresa, representa muito participar de um conselho de um fundo de investimentos com sede em um país que tem uma tradição florestal muito vasta. A Escandinávia, os países nórdicos de um modo geral, são grandes produtores florestais, principalmente de celulose. Estes países já investem no Brasil, no Rio Grande do Sul principalmente, há muito anos. Então participar de uma empresa que traz consigo essa bagagem vai agregar muito a nossa empresa e aos nossos conhecimentos, assim como nós vamos agregar muito a eles, porque eles pretendem investir no Pará, aumentar as áreas florestais e nós vamos poder direcioná-los e auxiliá-los nesses investimentos que serão feitos”, diz Gustavo. 

A nomeação já repercute nos órgãos e empresas do Estado, que vislumbram um desenvolvimento inédito do setor na história do Pará. Todos esperam que o novo conselheiro do fundo europeu traga investimentos capazes de aumentar as áreas de florestas plantadas no Pará, fomentando a cadeia de negócios no Estado. 

“Participar como conselheiro, interagindo diretamente e fazendo parte do conselho deliberativo desse fundo, me permite apresentar e direcionar os recursos para o nosso Estado, incrementando e expandindo a atividade florestal dentro do Pará. Estar próximo dos centros de decisão permite a oportunidade de criar negócios localmente. Então isso vai desenvolver bastante nosso setor local, onde temos nossas raízes, permitindo a expansão das áreas plantadas no Pará”, diz. 

Hoje o Pará é o 10º estado brasileiro em florestas plantadas e tem uma potencialidade enorme para se tornar um dos três primeiros nos próximos anos. Para Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, a nomeação de Gustavo é um sinal dos bons ventos de prosperidade que virão nos próximos anos. “O Gustavo e a 3P Florestal entendem muito deste setor e sabem do potencial da nossa terra. O Pará é o segundo maior estado do país. Temos muitas terras e um clima inigualável para plantar florestas e agora o mundo terá a oportunidade de fazer investimentos aqui”, diz Xavier. Com o apoio das instituições amazônicas e dos principais órgãos estaduais do Estado, o empresário tem a convicção do crescimento que virá nos próximos anos.  

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