Nos últimos anos, o "golpe do airbag" tem se tornado cada vez mais comum e gerando preocupação entre consumidores que buscam comprar carros usados. Nesse esquema, criminosos manipulam o sistema de airbag do veículo, essencial para proteger os ocupantes em caso de colisões.
O problema é que, muitas vezes, o mecanismo está presente, mas em condições inadequadas ou até mesmo ausente, sem que o comprador perceba. Esse golpe ocorre principalmente em carros que sofreram acidentes e tiveram o airbag acionado, sendo, em seguida, reposto de forma irregular ou simplesmente removido.
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Após um acidente, o airbag precisa ser substituído, mas muitos vendedores optam por não realizar a troca devido ao alto custo. Para encobrir essa falha, criminosos utilizam métodos para disfarçar o problema, oferecendo carros inseguros a preços aparentemente vantajosos.
Contudo, esse tipo de prática coloca o novo proprietário em risco, já que, além de não ter a proteção do dispositivo em uma nova colisão, ele pode não saber que o veículo já passou por um sinistro.
Como os golpistas agem?
Segundo especialistas da área, existem duas formas principais de fraudar a presença do airbag. A primeira delas é a ocultação total do item e o airbag, que deveria ser substituído após um acidente, simplesmente não é trocado e a falha é escondida. A segunda modalidade do golpe envolve a manipulação do sistema eletrônico do carro, com o objetivo de apagar a luz de advertência no painel, que indicaria a falha do airbag.
Em carros mais antigos, é possível enganar o sistema eletrônico com a instalação de uma resistência na conexão do airbag, fazendo com que o aviso de defeito desapareça. No entanto, nos modelos mais novos, os sistemas são mais sofisticados, dificultando a fraude. Mesmo assim, a prática ainda é comum em veículos mais antigos, onde a fiscalização do item de segurança é menos rigorosa.
Como se proteger e evitar o golpe?
De acordo com especialistas, para não cair nessa fraude, os consumidores devem adotar algumas precauções antes de adquirir um carro usado. Em primeiro lugar, é essencial desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado, pois isso pode indicar que o veículo está com problemas, como falhas no airbag ou em outros sistemas.
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Além disso, é recomendável a realização de uma vistoria cautelar completa, feita por empresas especializadas e de confiança. Esse tipo de inspeção pode identificar sinais de colisões anteriores, além de possíveis modificações irregulares na estrutura ou na parte elétrica do veículo. Caso haja dúvidas, ainda é importante exigir o histórico de manutenção do carro e verificar se o veículo passou por algum "recall" relacionado ao sistema de segurança.
Por fim, é fundamental escolher oficinas reconhecidas e profissionais qualificados para qualquer tipo de avaliação ou manutenção no veículo. Dessa forma, é mais fácil e seguro de garantir a segurança do comprador e evitar ser vítima desse golpe cada vez mais comum no mercado de carros usados.
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