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MERCADO AUTOMOTIVO

Chevrolet deixa China e decisão pode afetar o Brasil

Saída da Chevrolet da China e nova parceria da GM podem mudar o futuro de modelos vendidos no Brasil

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Imagem ilustrativa da notícia Chevrolet deixa China e decisão pode afetar o Brasil camera Chevrolet encerrará vendas na China, enquanto General Motors amplia parceria com a Saic e busca novas soluções para o mercado brasileiro. | Foto: Divulgação

A Chevrolet deixa a China, mas a decisão não significa que a General Motors pretende abandonar o país asiático. Pelo contrário: a montadora americana renovou sua parceria com a gigante chinesa Saic até 2047 e pretende ampliar o foco em desenvolvimento e exportação de veículos.

A mudança pode ter impactos diretos no Brasil, principalmente porque a indústria chinesa teve participação importante no desenvolvimento de modelos compactos da Chevrolet vendidos por aqui.

GM muda estratégia na China

A General Motors mantém uma joint venture com a Saic desde 1997. Com a renovação do acordo, a estratégia da empresa passa a dar mais espaço para a exportação de veículos desenvolvidos na China.

A Saic ficará responsável pelo desenvolvimento de modelos das marcas Cadillac e Buick para o mercado chinês. Já a GM terá autorização para exportar esses veículos para outros países.

A montadora americana também poderá continuar levando modelos da Wuling para mercados internacionais. No Brasil, essa estratégia já resultou na chegada de modelos como o Spark EUV e a Captiva EV.

Chevrolet não conseguiu se consolidar no mercado chinês

Apesar da permanência da General Motors no país, a Chevrolet deixará de atuar no mercado chinês. A marca enfrentou queda nas vendas nos últimos anos, mesmo oferecendo uma linha composta por SUVs e sedãs.

Entre os modelos comercializados estavam Trax, Equinox, Blazer, Starmayor, Changxu, Monza e Malibu XL.

A saída da Chevrolet do mercado chinês também ajuda a explicar mudanças na estratégia da GM para seus modelos compactos no Brasil.

Plataforma chinesa não terá nova geração

Na última década, Chevrolet e Saic desenvolveram a plataforma GEM, sigla para “Global Emerging Markets”. A arquitetura foi utilizada em diferentes veículos vendidos em vários mercados.

No Brasil, a plataforma deu origem a modelos como Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. A arquitetura também foi utilizada em produtos destinados ao mercado chinês.

O Onix chegou a alcançar o topo das vendas brasileiras após o lançamento da atual geração, em 2019. Na China, porém, os modelos da Chevrolet não tiveram o mesmo desempenho.

Com a falta de uma nova geração da plataforma GEM para os compactos, a General Motors precisou buscar uma alternativa para seus próximos produtos.

GM e Hyundai vão desenvolver novos carros

A solução encontrada pela General Motors foi uma parceria com a Hyundai. As duas empresas trabalham no desenvolvimento de novos veículos para o mercado brasileiro utilizando a plataforma K3, arquitetura já desenvolvida pela fabricante sul-coreana.

O acordo prevê projetos para diferentes segmentos.

Entre eles estão as futuras gerações de Tracker e Creta, além de uma nova picape intermediária que deverá dar origem à próxima geração da Montana e a um modelo inédito da Hyundai.

A parceria também prevê uma picape média baseada na arquitetura da atual Chevrolet Colorado. O projeto poderá resultar em uma nova geração da S10 e marcar a entrada da Hyundai nesse segmento.

Outro produto previsto é um hatch compacto. O modelo deverá ter relação com o Hyundai i20 e também servir como base para a próxima geração do Chevrolet Onix.

Produção continuará separada

Apesar do desenvolvimento conjunto, a parceria entre GM e Hyundai não prevê, segundo executivos das empresas, o compartilhamento das fábricas.

Em março de 2026, o vice-presidente da General Motors para a América do Sul, Fábio Rua, afirmou que os novos veículos da Chevrolet seriam produzidos pela própria marca.

Durante o lançamento do i20, em junho, o presidente da Hyundai na América do Sul, Airton Cousseau, também afirmou que o acordo envolve o desenvolvimento conjunto de produtos, e não a produção compartilhada.

Com isso, a próxima geração do Onix não deverá ser produzida na fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP), enquanto uma futura picape da marca sul-coreana não deverá sair da unidade da Chevrolet em São José dos Campos (SP), onde atualmente é produzida a S10.

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A saída da Chevrolet da China, portanto, representa uma mudança importante na estratégia global da GM, mas não significa o fim da presença da montadora no mercado asiático. Para o Brasil, a principal consequência está na busca por novas plataformas e parceiros para desenvolver a próxima geração dos modelos da marca.

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