A Volkswagen vai reduzir pela metade sua linha de modelos até 2035. O CEO da marca, Thomas Schäfer, confirmou a estratégia em entrevista à revista britânica Autocar e garantiu que o processo ocorrerá de forma gradual, sem eliminar vários carros ao mesmo tempo.
A razão principal é o fim dos motores a combustão na Europa, previsto para 2035. Assim, modelos a gasolina que hoje convivem com suas versões elétricas serão descontinuados no continente. O Polo e o T-Cross são exemplos diretos dessa mudança.
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"Não é nenhuma surpresa que depois de 2035 não existam mais o Polo e o ID Polo juntos, ou o T-Cross e o ID Cross. Portanto, haverá automaticamente uma redução", explicou Schäfer.
O executivo definiu o movimento como uma reorganização natural do portfólio, com foco nos produtos mais rentáveis. Dessa forma, a marca chega a 2035 com uma gama menor, porém mais eficiente e lucrativa.
Baixas já confirmadas no grupo
Alguns modelos já têm saída confirmada. Na Audi, o A1 e o Q2 foram retirados do mercado por baixo volume de vendas. Na própria Volkswagen, a minivan Touran já foi descontinuada, e o T-Roc Cabriolet encerra a produção em 2027.
Além disso, tudo indica que o sedã Jetta sai de linha em 2030, sem nova geração prevista. Na Porsche, os rumores apontam para o fim do elétrico Taycan, que nunca atingiu as metas de vendas da marca.
O Cayenne Coupé a combustão também não terá sucessor.
Os modelos em risco incluem:
- Polo a gasolina
- T-Cross a gasolina
- Jetta (previsão para 2030)
- Porsche Taycan
- Cayenne Coupé combustão
- T-Roc Cabriolet (encerra em 2027)
Corte de empregos na Europa
Além dos cortes no portfólio, o grupo confirmou em setembro o corte de pelo menos 50 mil empregos na Europa, sobretudo na Alemanha. A medida atinge tanto operários quanto cargos de gestão.
A justificativa da empresa são os altos custos operacionais e a capacidade ociosa nas fábricas europeias. As unidades de Hanôver, Neckarsulm, Zwickau e Emden estão entre as mais subutilizadas do grupo.
O CEO Oliver Blume reforçou que a companhia precisa focar nos veículos certos em cada região e gerar volumes mais elevados por modelo.
Por isso, a meta até 2030 é tornar a Volkswagen a montadora mais atraente do mundo, com retorno sobre vendas entre 8% e 10%.
Brasil fora dos cortes
No Brasil, contudo, o cenário é diferente. A Volkswagen não prevê demissões nem redução de linha por aqui. Pelo contrário, a marca investe R$ 20 bilhões no país e promete ao menos sete lançamentos até 2028.
Entre as novidades estão:
- Picape Tukan;
- Sucessor do T-Cross;
- SUVs inéditos;
- Nova geração da Amarok.
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Assim, enquanto a Europa enfrenta uma reestruturação profunda, o mercado brasileiro segue como área de expansão para a montadora alemã.
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