Sérgio Moro precisou deixar o parlamento na noite desta terça-feira (2) escoltado e sob gritos de “fujão” e “ladrão”.
O atual ministro da Justiça e Segurança Pública, que durante quase 8 horas foi sabatinado na Câmara dos Deputados, abandonou o local após ser chamado de “ladrão” pelo parlamentar Glauber Braga (Psol-RJ).
A fala de Glauber Braga causou revolta de parlamentares bolsonaristas, que reagiram aos gritos. Um dos mais exaltados, o paraense Éder Mauro (PSD) chegou a partir para cima de Braga, mas foi separado pelo petista Paulo Teixeira (SP).
A mesa da presidência da audiência, comandada pela deputada Marcivania Flexa (PCdoB-AP), foi cercada por alguns deputados que exigiam o encerramento da sessão. O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) disse que a parlamentar não tinha “pulso” para contornar a confusão.
A deputada Marcivana Flexa encerrou a sessão após Moro deixar a audiência escoltado por seguranças. Enquanto se retirava, deputados da oposição gritavam “fujão”.
O ministro da Justiça e Segurança Pública foi ouvido ao longo do dia por parlamentares de quatro comissões: de Constituição e Justiça; de Trabalho; de Direitos Humanos; e de Fiscalização Financeira e Controle. Moro manteve a estratégia de não reconhecer a autenticidade dos diálogos com acusadores de Lula, mas também não negar que seja o autor das mensagens, afirmando que não vê “nada de ilegal” nas conversas reveladas pelo site Intercept. O clima foi tenso durante vários momentos da sabatina, culminando na confusão final.
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