Uma megaoperação da Polícia Civil, realizada para cumprir 74 mandados de prisão contra um grupo paramilitar, no Rio de Janeiro, apreendeu uma espada samurai que seria usada para decapitar e arrancar o coração dos desafetos do bando. O grupo é ligado ao ex-PM e miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, preso desde outubro de 2017.
De acordo com informações do portal Meia Hora, a espada estava escondida debaixo da cama de um dos alvos de busca e apreensão da investigação.
A milícia que atuava na cidade de Itaboraí era conhecida por agir com crueldade contra seus desafetos: um mototaxista teve o coração arrancado pelos milicianos após ter sido morto. O grupo paramilitar acreditava que o homem teria dado informações a traficantes sobre um dos integrantes do bando morto no último mês de março.
A delegada Barbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), em entrevista ao Meia Hora, afirmou que os milicianos esquartejaram o homem para demonstrar o poder da quadrilha.
Tortura e mortes
Ainda segundo o portal Meia Hora, o grupo que atua em Itaboraí funciona como uma espécie de "franquia" do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.
Durantes as investigações, a polícia descobriu que o bando usa de muita crueldade durante os crimes.
"Alguns deles (dos milicianos) foram indiciados e presos também por crime de tortura", acrescentou o delegado responsável pelas investigações, Gabriel Poiava Martins.
Os milicianos estariam por trás de diversas mortes e desaparecimentos. Em um primeiro momento, os desafetos do grupo eram mortos e seus corpos deixados à mostra. Por causa das diversas investigações da Polícia Civil, o bando passou a matar e desaparecer com os corpos. Alguns milicianos se passavam por policiais civis para praticar os crimes.
(Com informações do portal Meia Hora)
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