Faltam informações sobre a indústria da moda e iniciativas para mudá-la no país. O setor, com histórico de trabalho em condições precárias, padece de incentivos para que empresas inovem no caminho da sustentabilidade e da inclusão social. Para tentar mudar esse cenário, o Instituo C&A lançou um edital de projetos de pesquisa e protótipos que estimulem a circularidade da cadeia de moda no Brasil.
O público-alvo do edital são institutos de pesquisa, startups e empresas. Não se esperam projetos de produtos, mas de iniciativas que possam ter escala e que gerem transformações.
As inscrições estão abertas até 30 de julho pela internet.
Segundo o instituto, não existe uma definição única de negócio circular na indústria da moda. Para o edital, são exemplos modelos de negócios que incluem aluguel, reutilização, recomércio, conserto ou remanufatura de peças; e serviços e sistemas de compartilhamento de itens.
O edital tem como objetivo encontrar projetos que melhorem as condições de vida dos empregados em todos os estágios da cadeia da moda, da agricultura, da indústria e do varejo; aumentem a capacidade de inclusão nas empresas; e melhorem a qualidade das fontes de dados sobre gênero e inclusão social.
O Instituto C&A, de atuação internacional, financia projetos voltados a novas formas de produzir, vender e usar roupas, e defende que a passagem da economia linear para a circular na moda tem o potencial de melhorar o ambiente e a vida das pessoas.
"No Brasil existem várias iniciativas, como armários coletivos e aluguel de roupas, mas ainda é nebuloso para os empresários quais são os benefícios financeiros", diz Lunetta.
"É um ecossistema cheio de 'gaps'. Faltam fóruns, plataformas de aceleração para inovadores e um ambiente regulatório atraente", afirma ela.
(Folhapress)
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