O governo brasileiro retirou os limites de uso de milho e outros cereais nas cervejas fabricadas no país. Na prática, esta liberação pode implicar em perda de qualidade da bebida.
Após a publicação, o Ministério da Agricultura confirmou que o novo decreto não estabelece mais o limite de 45% para o uso de cereais como milho e arroz (os mais utilizados nas cervejas populares do país), mas acrescentou que esta proporção ainda é determinada pela Instrução Normativa n°54 de 2001, que mantém a mesma restrição. Ou seja, por um lado é permitido, por outro não.
O milho e o arroz são usados como ingredientes na fabricação de cerveja para reduzir o custo da produção. As marcas mais populares de cerveja recorrem ao uso de cereais perto deste limite de 45%. Agora é possível ir além deste percentual. Mais milho e arroz.
A instrução normativa 54/2001, que segue em vigor, diz que o emprego de adjuntos cervejeiros, “matérias-primas que substituam parcialmente o malte ou o extrato de malte na elaboração da cerveja” não poderá ser superior a 45% em relação ao extrato primitivo.
“Está em vigor o descrito da Instrução Normativa, e não existe qualquer modificação na quantidade de adjuntos permitidos para inclusão nas cervejas “, explicou Carlos Müller, coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do ministério da Agricultura. “Neste momento, a única mudança é a permissão da inclusão de matérias primas de origem animal (leite, chocolate, mel) para a produção de cervejas.”
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