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OMS faz um alerta sobre aumento de DST na era dos aplicativos de namoro

Clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase. Essas são as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, afetando uma em cada 25 pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização destacou que surgem mais de um milhão de novos

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Imagem ilustrativa da notícia OMS faz um alerta sobre aumento de DST na era dos aplicativos de namoro camera As pessoas estão deixando de usar o preservativo, arma essencial contra as doenças sexualmente transmissíveis | Reprodução

Clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase. Essas são as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, afetando uma em cada 25 pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A organização destacou que surgem mais de um milhão de novos casos diariamente. Por ano, este número chega a 376 milhões. A faixa etária mais afetada por esse tipo de infecção está entre 15 e 49 anos.

A OMS ainda alertou que um único indivíduo pode estar infectado por mais de uma DST ao mesmo tempo ou contrair várias ao longo do ano.

De acordo com a OMS, o motivo para números tão altos é a negligência no uso da camisinha, que deveria ser utilizada em todas as relações sexuais, especialmente com parceiros encontrados através de aplicativos de namoro ou em bares e baladas.

A falta do preservativo acontece porque o progresso da medicina na questão de tratamentos de infecções graves, como HIV, levam às pessoas a pensarem que, se não estão em risco de vida, não há necessidade de prevenção. No entanto, essas DSTs podem trazer inúmeras consequências para a saúdem como infertilidade, natimortos, gravidez ectópica e aumento do risco de HIV.

Além disso, os microrganismos que provocam estas doenças estão cada vez mais resistentes aos tratamentos. No ano passado, por exemplo, foram registrados alguns casos de ‘super gonorreia’ no Reino Unido e na Austrália. Por causa disso, especialistas ressaltam a importância de promover a educação sexual e o uso de preservativos, melhorar a vigilância de DSTs e desenvolver formas de diagnóstico e tratamento mais eficazes.

‘Sem declínio’

As doenças sexualmente transmissíveis são contraídas mediante sexo oral, anal e vaginal sem camisinha. Alguns podem ser passado de mãe para filho durante gestação ou parto, principalmente clamídia, gonorreia e sífilis – esta último ainda pode ser transmitida através do contato com sangue infectado.

Segundo a OMS, as quatro infecções mais comuns podem ser tratadas com antibióticos, mas a escassez no fornecimento da medicação adequada tem dificultado o tratamento da sífilis. A aparição de bactérias super resistentes, como a da gonorreia, também representam uma ameaça à saúde.

O relatório da OMS indica que, em comparação a 2012, não houve nenhum declínio significativo no número de casos.

Tratamento

A maioria das infecções não apresentam sintomas, então, as pessoas não sabem que estão infectadas e por isso não procuram tratamento. A falta de sintomas também, permite que esses indivíduos continuem a fazer sexo sem proteção e transmitindo essas doenças para terceiros, que também deve manter o mesmo comportamento.

Outro problema que dificulta a procura por tratamento é a vergonha de ter contraído a doença.

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