Um caso inusitado chamou a atenção dos policiais militares do 20º BPM (Mesquita), na Baixada Fluminense. Na última semana, eles prenderam em flagrante uma mulher que, ao lado de dois homens, foi parada numa blitz em um carro roubado de um motorista de aplicativo.
Porém a surpresa veio a tona após a identificação da suspeita. Josilene Cristina dos Reis Nazário de 35 anos, havia dado recentemente uma entrevista ao jornal EXTRA, publicada no caderno Mais Baixada do último dia 3 desse mês, reclamando da violência no bairro Botafogo, em Nova Iguaçu, onde relatou ter sido vítima de assalto na porta de casa. E foi justo naquela vizinhança que a mulher foi presa.

De acordo com a Polícia Militar, o trio foi parado numa blitz no bairro Parque Flora, por volta das 23h do última sexta-feira (20) . Os três foram questionados sobre o carro e entraram em contradição. Em depoimento, um deles confessou aos policiais que o grupo acabara de roubar o Voyage, após terem feito uma chamada por aplicativo. Era uma emboscada.
A vítima relatou, que recebeu uma chamada para o bairro Cobrex, ao chegar no local, dois homens embarcaram, dizendo: "Vamos buscar a mulher do chefe" e após Josilene entrar no carro, os suspeitos anunciaram o assalto e levaram os pertences do motorista. Antes de ser deixada no Arco Metropolitano, a vítima contou que ainda ouviu o grupo dizer que iriam para Parada de Lucas pegar armamento. O destino seria a comunidade Buraco do Boi.
Os três foram levados para a 52ª DP (Nova Iguaçu), onde foram reconhecidos pela vítima. Com eles, os policiais encontraram uma arma de brinquedo. De acordo com o delegado Pedro Bittencourt Brasil, titular da 52ª DP, Josilene não tem antecedentes criminais.

Já na reportagem publicada no último dia 3, no Mais Baixada, sobre uma iniciativa dos moradores de Botafogo, que decidiram instalar 15 câmeras de segurança em ruas do bairro, Josilene contou que havia tido o celular roubado no dia 24 de agosto no portão de sua casa, no bairro Botafogo.
"Vieram quatro homens em duas motos. Só um deles estava armado. Tentaram roubar duas meninas antes, mas elas correram. Aí roubaram o meu telefone celular" lamentou ela, na época.
Na delegacia, após Josilene ter sido identificada, os policiais se surpreenderam ao reconhece-la na entrevistada que, 18 dias antes, se queixava da violência.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar