Logo após a imagem de um homem com uma braçadeira nazista em um bar da cidade de Unaí (MG) repercutir nacionalmente, começou uma campanha para saber a identidade do nazista, e o motivo para que ele não fosse abordado pela polícia. Hoje (16) ele foi identificado.
O homem é de uma família pecuarista tradicional da cidade mineira. Identificado como José Eugênio Adjuto, de 57 anos, Zecão é pecuarista, dono de uma empresa que cria bois para corte no município.
Primo de Zecão Adjuto, Francisco Adjuto publicou um texto no Facebook dizendo que “abomina” a atitude do parente e que ele sofre de “problemas psíquicos”. “Apesar de saber que ele enfrenta sérios problemas psíquicos de saúde sei que ele agiu de maneira consciente, e, por isso mesmo, não passo a mão leve na sua atitude”, escreveu.
Francisco ainda pediu desculpas à “sociedade unaiense” pelo ocorrido. O sobrenome Adjuto é conhecido na cidade mineira de 75 mil habitantes, que fica a 600 km de Belo Horizonte e a 165 km de Brasília. Veja:
O que diz a Lei
A lei proíbe “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilize a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. A pena para quem desobedecer essa determinação pode chegar a cinco anos de prisão. Para os policiais que atenderam a ocorrência, a atitude do pecuarista não caracterizou crime.
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