Uma travesti identificada como Benjamin Franco da Silva, 25 anos, que utiliza o nome social de Amanda, foi presa pela Polícia Civil da Bahia e apresentada na manhã desta sexta-feira (27), suspeita de participar da chacina que vitimou quatro motoristas de aplicativos no dia 13 de dezembro. Outros quatro suspeitos de envolvimento na chacina foram mortos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Amanda é a última envolvida nas mortes de quatro motoristas de aplicativo identificado.
O delegado José Bezerra disse que Benjamin confessou a participação no crime e revelou que a intenção do bando era de roubar dinheiro e os carros dos motoristas de aplicativos.
"Contou a motivação do crime, que inicialmente visava o roubo dos veículos. Com essa prisão finalizamos o inquérito, dando a resposta que toda a Bahia esperava, desse crime bárbaro", afirmou o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado José Bezerra.
De acordo com o delegado, Benjamin acionava as vítimas pelo aplicativo, depois as rendia, e as levava para o barraco onde ocorreram os crimes. Como duas das vítimas reagiram e tentaram fugir, eles decidiram matar os motoristas. Benjamin presenciou as execuções, não efetuou disparos, mas espancou as vítimas.
No total, cinco pessoas participaram das mortes. Dois deles, Antônio Carlos Santos Carvalho e Marcos Moura de Jesus, morreram em confronto com equipes da 81ª Companhia Independente da Polícia Militar, no bairro de Itinga, na cidade de Salvador, na noite do crime.
Os outros dois suspeitos, um adolescente de 17 e Jéferson Palmeira Soares Santos, mais conhecido como Jel, foram encontrados mortos dias após a chacina.
A travesti ainda relatou que, após crime, cortou o cabelo para evitar ser reconhecida, já que uma das vítimas escapou.
Chacina de repercussão nacional
Os quatro motoristas de aplicativo foram torturados e mortos dentro de um casa no bairro Jardim Santo Inácio, em Salvador, no último dia 13 de dezembro. Um quinto motorista, que provavelmente também seria morto, conseguiu escapar após uma das quatro vítimas entrar em luta corporal com os criminosos.
Os corpos das vítimas tinham sinais de tortura e estavam enrolados em lonas de plástico.
(Com informações do portal Correio 24 Horas)
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